13.5.16

GILMAR MENDES SUSPENDE RECOLHIMENTO DE PROVAS EM INVESTIGAÇÃO SOBRE AÉCIO NEVES

Gilmar Mendes suspende coleta de provas em investigação sobre Aécio
Crédito da foto: Antônio Cruz/EBC
A abertura do processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff mal fora aprovada no Senado Federal e o Judiciário já resolveu dar um jeito para livrar a pele do senador Aécio Neves, candidato do PSDB derrotado nas últimas eleições presidenciais e aliado de Michel Temer. Segundo informações divulgadas na tarde desta quinta-feira (12/05) em veículos da grande imprensa, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, suspendeu hoje mesmo o processo de coleta de provas de uma investigação aberta sobre Aécio relacionadas a supostas irregularidades na estatal Furnas. Na mesma decisão, Mendes enviou o inquérito de volta ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para reavaliação.
O jornal Folha de São Paulo informa que a decisão do ministro ocorreu após uma manifestação da defesa do senador, alegando que não há elementos novos sobre o episódio que justifiquem a abertura do inquérito.
O próprio Gilmar Mendes havia autorizado, ontem, a abertura do inquérito sobre Aécio, atendendo a pedido de Janot. Ele tem origem nas investigações da Operação Lava Jato e apura a suposta prática de corrupção e lavagem de dinheiro a partir de desvios da estatal, uma das maiores subsidiárias na Eletrobras na produção de energia. No despacho em que suspendeu a realização de diligências na investigação, Gilmar Mendes disse ter levado em consideração informações prestadas pelo senador sobre a suspeita de que receberia propinas, por intermédio de um ex-diretor de Furnas – Dilmas Toledo –, a partir de dinheiro desviado em contratos com empresas terceirizadas.
“A petição [manifestação] do parlamentar pode demonstrar que a retomada das investigações [sobre Furnas] ocorreu sem que haja novas provas. Além disso, é possível que a manifestação satisfaça as diligências probatórias postuladas pelo procurador-Geral da República, possibilitando a imediata formação de juízo acerca do destino da investigação”, escreveu o ministro.
Ainda segundo a Folha, o senador tucano, em nota, disse ter “convicção de que as investigações deixarão clara a falsidade das citações feitas”. Ele considerou “natural e necessário que as investigações sejam feitas, pois irão demonstrar, como já ocorreu outras vezes, a correção da sua conduta”.
O episódio de hoje envolvendo o ministro Gilmar Mendes comprova que a morosidade do Judiciário é bem seletiva e depende de quais interesses seus ministros devem servir.

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