30.12.15

ESTUDOS CIENTÍFICOS APONTAM RELIGIÃO COMO HISTÓRICO FATOR DE TENSÃO SOCIAL

4029384634 b2c5dee8d6 zDiário Liberdade - [Edu Montesanti] 

Novos estudos científicos negam histórico mito pacificador das grandes religiões. Uma síntese da realidade contemporânea (reforçada por exposição de documentos secretos emitidos pelos porões do poder) explica por que, ainda assim, elas crescem vertiginosamente e, quanto mais crescem, mais geram divisões ferozes e muita guerra – sob a bênção dos poderes políticos.

Basílica de São Pedro, Vaticano. Foto: Felipe Ventura dos Santos (CC BY 2.0)

Os frágeis alicerces psicológicos das religiões dominantes e dominadoras, que manipulam como poucas instituições o imaginário coletivo, são inversamente proporcionais aos alicerces materiais de suas cúpulas e a todo o seu aparato – incluindo instituições estatais, a mídia e a propaganda. Tudo isso a fim de dominar e acumular riquezas em um blindado sistema de privilégios bem menos transparente que o próprio sistema político corrupto.

Aliança histórica, Estado e religião se apoiam um no outro falsamente em nome de Deus e do bem-estar social, sob o contrato social: roubalheira indiscriminada por anestesia da consciência. O uso equivocado da religião para retirar das pessoas a consciência cidadã, que tanto amedronta os podres poderes.
"Não existe organização criminosa mais bem-sucedida que a que conta com apoio estatal"
(Misha Glenny em McMáfia – Crime sem Fronteiras)


Recentes estudos arqueológicos (se não bastassem incontáveis evidências cotidianas) contradizem mito de que religião une sociedades, e leva paz às nações. Pelo contrário: provoca divisões e enfrentamentos, segundo várias escavações, desde, ao menos, 700 anos antes de Cristo (a.C.).

Realizadas no México pelo professor Arthur A. Joyce e pela professora Sarah Barber nos vales de Rio Verde e de Oaxaca (costa pacífica do México), as últimas pesquisas científicas que avaliaram o período de 700 a.C. a 22 d.C. apontam a religião como fator agravante para confrontos, fortalecendo de maneira ínfima a união das comunidades locais além de servir como obstáculo para o desenvolvimento de grandes instituições.

Os estudos demonstraram claramente que aqueles que controlavam a vida espiritual e os rituais religiosos, com grande frequência confrontavam-se com líderes seculares por interesses pessoais (alguma semelhança com os dias de hoje, e com o que conhecemos da pobre e mal-contada história?).

Os professores das universidades de Colorado e da Central Flórida, ambas nos Estados Unidos, contradizendo crenças históricas, acreditam que a religião não uniu sociedades passadas, mas que tem produzido exatamente o efeito reverso.
“Considerando o papel da religião na vida social e na política hoje, tal fato não deveria ser uma grande surpresa”, afirmou o professor Joyce ao jornal britânico The Independent, em 22 de dezembro de 2015.
Curiosamente a fome crônica, as mortes por doenças facilmente tratáveis, a corrupção e as guerras crescem tão vertiginosamente a nível global, quanto as religiões. A que se deve tal fenômeno? Apenas por uma questão de lógica, mínima que seja, a equação não deveria apontar, exatamente, ao sentido contrário?

Conectando fatos: a quem interessa self-service de religiões, mundo afora?

“Um fanático é alguém que não consegue mudar de opinião, e tampouco muda de assunto.
É um ponto de exclamação ambulante: tem todas as respostas, e não está interessado nas perguntas”

(Amos Oz, escritor israelense)
Quando se lê este telegrama confidencial emitido em em 22.12.2009 pela “Embaixada” (centro de espionagem) norte-americana em Brasília, liberado por WikiLeaks à Imprensa em 6.2.2011, algo chama profundamente a atenção até dos mais distraídos:
"(...) O Estado de S. Paulo e O Globo, além da revista Veja, podem dedicar-se a informar sobre os riscos que podem advir de se punir quem difame religiões, sobretudo entre a elite do país. Esta Missão [Embaixada] tem obtido significativo sucesso em implantar entrevistas encomendadas a jornalistas, com altos funcionários do governo dos EUA e intelectuais respeitados. Visitas ao Brasil de altos funcionários do governo dos EUA, seriam uma excelente oportunidade para pautar a questão junto à Imprensa brasileira. (...) Aumentar a atividade pela mídia e o alcance das comunidades religiosas parceiras [do governo de Washington]: até agora, nenhum grupo religioso no Brasil assumiu a defesa da difamação de religiões.(...) Essa campanha também deve ser orientada às comunidades religiosas que parecem ter influência sobre o governo do Brasil." (Grifos nossos).

O financiamento com subsequente controle de Washington sobre os subservientes meios de desinformação em massa tupiniquins, mencionado explicitamente no trecho do telegrama acima, não é nenhuma novidade – embora, depois dessa importante revelação, tornou-se fato incontestável.

O que gera mais estranheza a muitos é que comunidades religiosas brasileiras sejam (secretamente) consideradas “parceiras” dos impiedosos donos do poder imperialista, tratadas pela autora do telegrama confidencial, a “diplomata” Lisa Kubiske, como perfeitas lacaias de Tio Sam (entre uma sociedade com fortes raízes reacionárias), exercendo inclusive poderoso lobby sobre o governo local.

Alguns fatos históricos servem, muito bem, como pista para se desvendar o porquê de tal fato: um deles, as palavras de nada menos que o ex-presidente dos Estados Unidos Richard Nixon (1969-1974), ainda em campanha presidencial, o qual viria a ser um dos políticos mais baixos da história norte-americana, que renunciaria para não ser cassado após escândalos de corrupção e espionagem, especialmente naquele conhecido como Watergate, em que o então ocupante da Casa Branca havia ordenado a instalação de escutas em escritórios de diversos oponentes políticos), curiosamente demonstrando profundo apreço por cidadãos religiosos de seu país, através desta “célebre” frase, peça-chave ao lado do telegrama confidencial enviado de Brasília em dezembro de 2009 pela espiã Kubiske:
"[Devemos prezar por] Aqueles que não violam as leis, que pagam impostos e vão trabalhar, mandam suas crianças à escola, vão às igrejas, gente que ama seu país".

Sem mencionar o autor da recomendação acima, poder-se-ia, muito bem, pensar que ela havia saído da boca de cidadãos norte-americanos como Thomas Jefferson, considerado o pai da independência local, ou o carismático líder de movimentos anti-racistas e pacifistas dos EUA, o pastor evangélico Martin Luther King Jr., que se tornou célebre nos anos de 1960, assassinado por seus ideais [após perseguição que envolveu espionagem por parte do FBI (Federal Bureau of Investigation), Polícia Federal e secreta doméstica norte-americana] em um dos países mais discriminatórios do mundo e, ironicamente, "berço evangélico" do continente americano, em tese.

Conforme o conteúdo dos telegramas emitidos pelas embaixadas dos EUA em todo o mundo liberados por WikiLeaks deixam claro, não apenas embaixadores de carreira daquele país fazem as vezes de agentes secretos, como muitos deles são, propriamente, funcionários da CIA (Central Intelligence Agency, Inteligência internacional norte-americana) travestidos de diplomatas enviados para espionar, conspirar, boicotar, aplicar golpes e assassinar.

Daí, aliado ao fato de que aos norte-americanos pouco importa o que acontece fora de suas fronteiras a não ser quando seus próprios interesses econômicos estão em questão, vem a pergunta que jamais quis se calar: por que o interesse dos porões do poder estadunidenses em blindar as religiões, a começar dentro de seu país?
Uma simples conexão dos fatos históricos somada à realidade religiosa predominante, pode trazer, por si só, a resposta: as chefias religiosas (mal chamadas de “lideranças”) e as políticas formam velha e canalha aliança na arte de corromper, dominar e acumular riquezas.

Historicamente, é assim. Conseguiram transformar Jesus, carismático, apaixonado, servil, prático por excelência, conquistador das camadas populares, socorredor de vidas humanas em um ser igualzinho aos membros das igrejas mundo afora: frio, calculista e reacionário, sisudo, apático, indiferente e sem vida, enclausurado em intolerantes teorias dogmáticas de pouco ou nenhum efeito prático, que não aceitam diferenças, priorizando a retórica defesa doutrinária dando à vida prática importância inferior, inculcando nos seguidores – incapazes de refletir e de agir segundo suas próprias experiências e convicções – a ideia de que o sucesso religioso reside no conhecimento teológico, na capacidade oratória, persuasiva e no convencimento em detrimento da conscientização advinda dos sentimentos reais, dos valores e dos exemplos mais práticos no dia-a-dia.

Sobre isso, Clodovis Boff muito bem observa em Atuação Política de Jesus:
O Posicionamento de Jesus - Havia dois dados nos Evangelhos em tor no dos quais não há qualquer contestação:
Jesus vivia na companhia dos pobres, dos oprimidos. Sua base social eram os oprimidos e marginalizados daquela sociedade. No capitulo 8 de São Mateus, vemos que Seus primeiros milagres são curas de pessoas muito marginalizadas; Jesus, aqui, reata com a boa tradição profética que é a defesa dos pequenos.
A tradição farisaica dizia, 'Afasta-te dos pobres, dos pecadores, porque são malditos'. A condição de vida dos pobres lhes impedia de praticar a Lei. Portanto, concluía-se que eram pecadores.
Cristo diz o contrário. Ele se aproxima, defende os pequenos. Do partido dos pobres, dos oprimidos, Cristo tem uma atitude crítica frente aos poderosos. O conflito entre Jesus e os di rigentes do povo atravessa os Evangelhos de ponta a ponta.
No Evangelho de São Marcos, o mais antigo dos Evangelhos (embora apareça em segunda posição no livro do Novo Testamento), percebemos um progresso na oposição entre Cristo e os dirigentes.
No capítulo 2, quando cura um paralítico, os fariseus cochicham entre si e dizem. 'Esse homem blasfema porque perdoa pecados'. Neste mesmo capítulo, Jesus está jantando com os publicanos. Os fariseus conversam com os discípulos e dizem: 'Como é que o mestre de vocês almoça com os publicanos?'.
Logo em seguida, quando os discípulos infringem o sábado descascando as espigas de trigo e comendo, aparece o ataque direto a Cristo: 'Como seus discípulos infringem o sábado?'. Mais adiante, atacam-No porque não lava as mãos antes de comer, desrespeitando a tradição.
Em Jerusalém, o conflito é aberto. Jesus ataca diretamente os escribas, fariseus, o sumo sacerdotes e os saduceus. Expulsa os vendilhões do Templo, e declara que este vai acabar. O Templo significa o sistema da época. Amaldiçoa também a figueira, símbolo do sistema Judaico, A maldição da figueira significa maldição daquela sociedade. Foi logo entendido esse gesto profético de Jesus. É claro, uma semana após ela é levado ao tribunal, e condenado a morte na cruz.
Houve um grande teólogo judeu que escreveu um livro chamado 'Jesus e os judeus'. Ele mostra, de maneira clara, que quem matou Jesus não foi o povo judeu: foram os dirigentes, os chefes do povo de Israel. O povo judeu, ao contrário, estava ao lado de Cristo. Vemos inclusive que os chefes somente conseguiram pegar Jesus escondidos do povo, traindo-o, comprando um discípulo.
Jesus não exerceu uma posição política, direta, e sim profética. Ele não tinha programa político definido, como o tinham os zelotes, os saduceus e os fariseus. Ele também não fundou uma corrente política que visasse diretamente o poder. (...)
Jesus Era um Ser Apolítico? Alienado? - Por outro lado, Jesus não era um ser alienado, indiferente. O poder é uma tentação satânica, mas o poder em questão era o de dominação. Jesus nunca foi contra o poder como tal, enquanto poder de serviço [grifo nosso].
Ele foi contra o poder de dominação. E se guardava o poder messiânico, era porque o povo fazia uma ideia mística do Messias. Uma ideia mágica de um Messias milagreiro, demagógico, paternalista, portanto uma ideia não libertadora, não autêntica.
Cristo teve uma atuação política verdadeira, mas a nível profético. Foi um revolucionário profético. Sua grande ideia é a do Reino de Deus, um projeto radical total de transformação da sociedade. Quando prega o Reino de Deus, prega revolução integral, revolução absoluta.
A raiz da proposta de Cristo é, na verdade, profética. Mas tinha implicações e efeitos claramente políticos. Essa proposta leva-o a atacar o Templo, cérebro central da exploração do sistema. Porque era profética, Sua proposta possuía implicação política, e os efeitos disso também são políticos.
Vemos que Cristo é perseguido continuamente durante toda a vida pública; é julgado por dois tribunais pelo religioso, declarado blásfemo; pelo romano, condenado exatamente como Messias, como revolucionário. Basta olharmos a cruz para darmo-nos conta de que esse símbolo da nossa fé é um símbolo originariamente político.

Servindo unicamente para transformar homens como Jesus em mitos sem muita vida prática, além de tornar seres humanos agressivamente viciados em religião, os dogmas são justamente as grandes armas para não se formar líderes mas sim autoridades eclesiásticas (formadas em escolas de Teologia na imensa maioria pautadas pelo controle global invisível, conforme será abordado detalhadamente, e com apresentação de provas, mais abaixo) apoiadas no medo e nas fobias impostas às massas, capazes de dominar e de desfrutar de privilégios em nome de grandes religiões promotoras de vaidades, intrigas e muita rivalidade – a começar dentro das quatro paredes de si mesmas.

As políticas oligárquicas ao redor do mundo, desde os tempos de Jesus (as que mataram Este, apoiadas exatamente na religião), têm sido alimentadas pelo medo da constante ameaça do inimigo (geralmente, inexistente ou criado artificialmente), tanto quanto as religiões se apoiam na intolerância e nas fobias decorrentes do imaginário coletivo exercitado por suas cúpulas. O imperialismo mesmo tem, historicamente, se apoiado na religião reacionária a fim de promover sua política coercitivo-expansionista.

Basta recordar que desde 1961, às vésperas do golpe militar no Brasil em que a conspiração norte-americana já efervescia nos bastidores da política brasileira, houve multiplicação fora do comum de pedidos de visto de cidadãos norte-americanos no Departamento de Estado daquele país à nação sul-americana, onde entravam como jornalistas, comerciantes, empreendedores e milhares como religiosos (“missionários” ou “autoridades espirituais” que instalariam suas comunidades no Brasil a fim de ganhar mentes e corações locais, conforme palavras de políticos dos Estados Unidos à época).

Há registros do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) de que apenas em 1963, chegaram ao país 5 mil norte-americanos, somente dentre os que entraram legalmente. O embaixador dos EUA no Brasil naquele período, Lincoln Gordon, afirmou que à época do golpe de 64 havia "dezenas de milhares" de norte-americanos no Brasil.
No início dos anos 1960, chegou ao Brasil Daniel Mitrioni, que houvera chefiado a Polícia de Richmond, Indiana, EUA. Tendo sido treinado pelo FBI, Mitrioni era especialista em técnicas de tortura - encerraria sua missão no Brasil, justamente, em 1964.

Eis um pouco da versão contemporânea do genocídio americano em nome de Deus, mais silencioso que contra os povos originários da região, desde 1492 até hoje: a religião servindo como a maior arma sanguinária em toda a América.
Donos dos templos e usurpadores do poder político apoiam-se, direta ou indiretamente, uns nos outros, sendo que os primeiros, de caráter fortemente opressor – os quais se servem ao invés de servir, bem ao contrário da retórica e dos exemplos práticos dos mestres que dizem seguir –, possuem sistema absolutamente verticalizado, bem menos transparente que o próprio sistema político e sem nenhum tipo de oposição, algo incapaz de ser modificado, ainda que minimamente.

Quem tenta apenas dialogar neste sentido dentro das autoritárias confrarias religiosas é invariavelmente mais achincalhado que Judas em Sábado de Aleluia – os que vão um pouco além e alegam discordar do sistema de imposições e excessiva hipocrisia, acabam lançados nas “fogueiras santas” promovidas pelo alto clero, entusiasticamente aplaudido pelo “rebanho”, com peculiar irritação decorrente justamente dos medos e das fobias impostos: tachados de “perigosos”, execrados, difamados, caluniados, esquecidos, boicotados ou até espancados e assassinados.

Desta maneira a religião reacionária, dentro da fortaleza dogmática criada por ela, blinda-se das críticas não importando se construtivas, nega a autoanálise, fecha-se ao progressismo formando seres retrógrados, de alma petrificada, sem a menor capacidade analítica e nenhum senso cidadão – aspectos bastante diferentes do caráter do (pacífico mas jamais passivo) Jesus que muitos afirmam seguir, enquanto se configuram características prediletas para a ação dos usurpadores do poder e para deixar o terreno cada vez mais arado à vindoura Nova Ordem Mundial, planejada secretamente pelos poucos tomadores de decisão global tais como os reunidos nas organizações secretas Illuminati (mais poderosa do mundo) e o Clube de Bilderberg (leia “The True Story of the Bilderberg Group” and What They May Be Planning Now), contando com a ausência do exercício da cidadania para impor suas regras, além de “pegar carona” nos apelos histéricos e na mentalidade ultraconservadora da religião de massas, dos medos e da apatia, sobre os quais se também blindam os poderes ocultos.

Um vídeo em que líder Illuminati recebe e orienta novos membros na sociedade secreta mais poderosa do mundo evidencia como a organização controla todas as esferas da sociedade, desde a economia até a mídia, passando pela educação e pela própria religião – sobre esta, é revelado interesse muito particular e domínio completo: nas próprias escolas de Teologia é exercida influência, ditando em que se deve acreditar e como se proceder.

A seguir, transcrição da passagem em que se explica o domínio sobre as instituições religiosas, em tradução livre do inglês ao português:
A religião tem servido aos nossos objetivos de uma maneira incrível. É a mais antiga e talvez a mais gloriosa forma de controle social utilizada pelo Corpo.
A religião perdeu seu controle sobre as pessoas, de maneira que o fanatismo é resultado de tal declínio, o que ajuda o Corpo. Nossa influência invisível sobre as igrejas ajuda a criar cristãos fundamentalistas, para manipular suas opiniões sobre acontecimentos atuais de acordo com a política do Corpo.
Eles [líderes religiosos] são enviados a nossos ministros que lhes interpretam a Bíblia, e eles pregam isso a seus seguidores. A fé cega deles é utilizada para lhes transformar em soldados voluntários para defender nossa causa durante a catástrofe que está por vir.
(...) A ascensão do fundamentalismo islamita é uma vantagem ao Corpo Illuminati, através de ameaças de violentos ataques. Nos próximos anos, os ataques terroristas justificarão retaliação, iniciando a fase final do Grande Projeto [Nova Ordem Mundial].
Os cristãos apoiarão nossas ações, visto que a crença deles será demonstrada como verdadeira para as profecias do fim do tempo, criadas diretamente pelos líderes religiosos do Corpo Illuminati.

Os demais pontos em que se explica domínio e funcionamento de diversas instituições, bancos e negócios, complexo militar e Inteligência, política, educação e meios de comunicação, podem ser assistidos em inglês e francês aqui, no vídeo Nova Ordem Mundial (Secreta), com transcrição integral ao português (role a tela).

O lema que molda a estratégia Illuminati é “dividir para conquistar”. Assim, o imperialismo é praticado século após século não apenas sob absoluto silêncio omisso religioso, mas diversas vezes sob aprouve e até participação direta deste.
Ainda sobre a essência do lema Illuminati e sua íntima relação com as religiões reacionárias, lembremo-nos aqui:
● Da (mais que inconstitucional: criminosa) “Guerra ao Terror”, proclamada entre salmos bíblicos em 2001 por George W. Bush de uma catedral em Nova Iorque, abençoado sob fortes emoções por um padre católico, por um pastor evangélico e por um rabino judeu. Bush nunca apresentaria sequer uma prova de absolutamente nada daquilo que afirmava, pelo contrário: o que não se confirmaria como orquestrada mentira, tais como as supostas bombas de destruição em massa no Iraque, acabaria logo pairando nas mais fortes contradições jamais contestadas por ele, porém sempre evitadas – inclusive pela mídia.
Ainda assim, o mundo tomou e toma até hoje como verdade absoluta grande parte das versões daquele presidente que, ao mesmo tempo que se dizia fervoroso cristão pertencente à Igreja Metodista, também se gabava pública e categoricamente de ser “o presidente da guerra”.

Pois o presidente da guerra que também afirmou que suas “políticas seriam, sem dúvida, mais facilmente implementadas sob regime de ditadura”, limitou-se a jurar em nome de Deus ser verdade tanta acusação precedida de invasão e morticínio (não tinha obrigação de ir além das meras afirmações nem dentro nem fora do país, segundo seu secretário de Defesa, Donald Rumsfeld, dada a posição “excepcional” dos Estados Unidos em relação ao mundo). Juramento, evidentemente, incrementado pela mídia predominante, o suficiente para que na religião de manipulação das massas Bush encontrasse seu grande apoio, assim como ocorre com seu sucessor Barack Obama hoje).

Este foi o emblemático poeticismo belicista de Bush, um dia após os ataques em solo norte-americano: "Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal nenhum", e diz mais: "A própria liberdade foi atacada nesta manhã, e a liberdade será defendida. Não se enganem, os Estados Unidos vão caçar e punir os responsáveis por esses atos covardes". E Bush concluiu desta maneira a mensagem:
A determinação de nossa grande nação está sendo provada. Mas não se enganem: vamos mostrar ao mundo que passaremos neste teste. Deus nos abençoe" (fonte: The New York Times, 12 de setembro de 2001). No dia seguinte, dia 13, na catedral declarando guerra ao lado de autoridades religiosas, Bush fez este discurso: "Nossa responsabilidade com a história já está clara: responder a esses ataques e livrar o mundo do mal [grifo nosso]. A guerra tem sido travada contra nós pelo roubo, pela fraude e pelo assassinato. Este país é pacífico, mas feroz quando se incita sua raiva... Em cada geração, o mundo produziu inimigos da liberdade humana. Eles atacaram os Estados Unidos porque somos o lar defensor da liberdade. E o compromisso de nossos pais é agora o chamado da nossa era... E pedir ao Deus Todo-Poderoso que vele por nossa nação, e que nos conceda paciência e determinação em tudo o que está por vir... E que Ele possa sempre guiar nosso país. Deus abençoe os Estados Unidos.
● Do entusiástico apoio das igrejas cristãs das mais diversas vertentes ao nazismo de Adolf Hitler na Alemanha (1933 – 1945), especialmente por parte do Vaticano;
● Do apoio das igrejas cristãs das mais diversas vertentes ao fascismo de Benito Mussolini na Itália (1922 – 1943), especialmente por parte do Vaticano;
● Dos Golpes Militares na América Latina, por exemplo:
No Brasil, além do que representaram os religiosos norte-americanos no maior país sul-americano conforme mencionado mais acima, a bênção católica local ao golpe contra um presidente democraticamente eleito, João Goulart (nome bastante estranho à atual geração brasileira), através da patética Marcha da Família com Deus, pela Liberdade, além da colaboração por parte da Universidade Presbiteriana Mackenzie de São Paulo à violenta repressão física dentro de suas dependências, sobre estudantes pacificamente contrários ao militarismo.

“Que sejam feitas reformas, mas pela liberdade. Senão, não! Pela Constituição. Senão, não! Pela consciência cristã do nosso povo. Senão, não!”, foi o discurso de Auro Soares de Moura, presidente do Congresso Nacional na Marcha da Família com Deus, pela Liberdade a 19 de março de 1964, convocada pelo jornal O Estado de S. Paulo que reuniu meio milhão de pessoas na região central de São Paulo entre freiras, padres e religiosos em geral das classes média e alta, duas semanas antes do Golpe Militar que se daria na calada da noite do dia 31, sobre uma sociedade local completamente passiva.berg

Na vizinha Argentina, por sua vez, a colaboração direta do então cardeal Jorge Bergoglio – hoje papa Francisco I – aos militares locais (confira reportagens, com menção de telegramas secretos emitidos por “embaixadores” norte-americanos, revelados por WikiLeaks, além de testemunhas argentinas aqui e aqui) que, entre outras coisas em favor dos interesses dos privilégios das elites locais e do capital norte-americano, lançaram inúmeros jovens sedados do alto dos helicópteros ao mar, que se somariam a um total de mais de 30 mil inocentes assassinados e desaparecidos por meras questões ideológicas, que acabavam representando ameaça aos covardes portadores da patologia do poder, político e religioso, no país do Sol de Maio (imagem ao lado: cardeal Bergoglio ao lado de Rafael Videla, sanguinário militar que governou ditatorialmente a Argentina de 1976 a 1981).

Revelações do jornal argentino Página 12 em 23.7.2012, atestam que:
(...) o ex-ditador Jorge Videla disse que o ex-núncio apostólico Pio Laghi, o ex-presidente da Igreja Católica da Argentina Raúl Primatesta, e outros bispos da Conferência Episcopal assessoraram o seu governo sobre a forma de manejar a situação das pessoas detidas-desaparecidas.
Segundo Videla, a Igreja 'ofereceu seus bons ofícios' para que o governo de fato informasse da morte de seus filhos a famílias que não vieram a público, de modo que pararam de buscá-los. Isso confirma o conhecimento em primeira mão que essa instituição tinha sobre os crimes da ditadura militar, como consta nos documentos secretos cuja autenticidade o Episcopado reconheceu, perante a Justiça, há dois meses.
Além disso, mostra o envolvimento episcopal ativo para que essa informação não viesse a público, por meio de comentários dos familiares das vítimas; a Igreja era garante desse silêncio (...)

Isso tudo para não retornarmos ainda mais no tempo e seus inúmeros capítulos de horror político-religioso, mencionando entre outras tantas as sangrentas Cruzadas “Santas” (as quais, aliás, já estão muito bem atualizadas pelo Império de turno e seus vassalos mundo afora).

A sociedade secreta mais influente do mundo ao longo de toda a história – proprietária do Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos – faz-nos também relembrar o famoso discurso de John Kennedy (assista-o legendado em português, aqui), quem prometia banir as organizações ocultas e a própria CIA (esta, ligada intimamente àquela) de seu país.

Alguns meses depois, o presidente Kennedy seria “misteriosamente” assassinado, tendo a agência de Inteligência mais bem equipada do mundo falhado grotescamente em dar proteção ao carro presidencial – pela primeira e última vez na história a CIA “atrapalhou-se” na proteção a um presidente dos Estados Unidos, “coincidentemente” no dia em que o assassinato de Kennedy estava planejado para ser executado, segundo peritos, por exímio atirador profissional jamais identificado.

Pois Kennedy agonizou com balas na cabeça, morreu poucos minutos depois, jamais o crime seria devidamente esclarecido, e aí estão a CIA e as sociedades secretas, sutilmente livres, sem nenhum questionamento em um mundo escancarada e crescentemente hostil, dividido, dominado por 1% que ostenta metade da riqueza mundial, devendo em 2016 ultrapassar a dos outros 99%.
Em meio a esta defesa mordaz das religiões ao mesmo tempo que a usa para invadir, provocar guerras e pilhar riquezas alheias, vale ressaltar:
● Que a mesma CIA “falhou” ao não impedir os ataques do 11 de Setembro perpetrados de uma “caverna no Afeganistão”: até a data dos atentados, a comunidade de Inteligência e o governo local foram alertados de dentro e de fora dos Estados Unidos, inclusive por funcionários da própria CIA, de que havia ataques iminentes em solo norte-americano, os quais fariam uso de aviões para serem usados como bombas;
● Que a segurança aérea dos Estados Unidos “falhou” clamorosamente uma única vez na história do país: exatamente no dia 11 de setembro de 2001. Justamente neste dia, os Standard Operating Procedures (defesa aérea do país, a mais potente do mundo) estiveram inexplicavelmente suspensos, algo jamais ocorrido na história dos Estados Unidos não podendo, assim, enviar jatos que impedissem os supostos aviões (que por meia hora sobrevoaram o espaço aéreo mais seguro do mundo) de executarem seus ataques (tal omissão nunca seria explicada, nem aparecido o responsável por ela e, ainda mais intrigante, os controladores de voo e funcionários do FBI responsáveis pela questão não apenas não seriam demitidos, como seriam ainda promovidos).
Também seriam logo constatadas graves “falhas” ao permitir os ataques dos quatro aviões por parte da North American Aerospace Defence (defesa aérea dos EUA), da Federal Aviation Administration (controle de voos) e da National Manufacturing Competitiveness Council (Comando Militar Nacional), com base em gravações de áudio desses próprios serviços do país. Diversos de seus funcionários de alto escalão viriam a ser promovidos profissionalmente após o maior fracasso conjunto da história da segurança norte-americana, enquanto a lógica aponta que deveriam ser, no mínimo, advertidos;
● Que o Pentágono, supostamente local mais seguro do mundo, foi “incapaz” de impedir ataque ao próprio edifício naquele dia;
● Que a CIA foi igualmente “incapaz” de capturar Osama bin Laden por quase 10 anos, enquanto, sob tratamento de hemodiálise que envolve grandes aparatos, o líder saudita de origem iemenita “fugia” subindo e descendo as enormes montanhas afegãs rumo ao Paquistão – as mesmas montanhas que simplesmente, pela inacessibilidade, haviam dado vitória aos afegãos contra as invasões russa e britânica no século XIX – à época, exércitos mais poderosos do mundo;
Que a tal “Guerra ao Terror”, perpetrada pelas maiores potências mundiais, não apenas “não conseguiu” derrotar o Taliban, pequeno grupo de iletrados mal-armados, como ainda tem permitido seu enorme fortalecimento e expansão – os próprios tomadores de decisão de Washington e seus cínicos think-tanks consideram que o Taliban hoje representa ameaça muito maior que às vésperas do 11 de Setembro, e que o número de adeptos da organização terrorista afegã se multiplicou em muitas vezes, atualmente na casa dos nada menos que 60 mil combatentes.

Tudo isso, justificando e perpetuando a “Guerra Santa” contemporânea.

Especificamente sobre Taliban e Al-Qaeda, vale recordar que, à época da Guerra Fria, os Estados Unidos criaram, financiaram e armaram tais grupos em nome do extremismo religioso – elaborado nos laboratórios da CIA – a fim de combater a ex-União Soviética.
Este vídeo mostra Zbigniew Brzezinski, conselheiro de Segurança Nacional do presidente norte-americano Jimmy Carter (1977 – 1981), incitando entre mujahideen afegãos o combate “heroicamente” violento em nome da religião – e dos interesses dos Estados Unidos –, cheio de emoção, pousando de um helicóptero à semelhança de um semi-deus, ou pelo menos de um grande profeta.

reagan Nesta imagem de 1985 (ao lado), o então presidente norte-americano Ronald Reagan encontra-se reunido exatamente com eles, os combatentes islamitas em plena Casa Branca, a quem o fiel protestante, republicano e ultradireitista Reagan qualificou de “Combatentes pela Liberdade, o equivalente moral aos nossos pais fundadores“.
Este vídeo apresenta tal encontro, em que Reagan compara publicamente os combatentes jihadistas afegãos aos pais fundadores de seu país.

Nada disso é contado pela versão oficial. Todos os documentos e os próprios relatos dos envolvidos (como Brzezinski e o então presidente norte-americano à época, Jimmy Carter, entre outros membros de alto escalão do governo de Washington então), registra que a entrada dos Estados Unidos no Afeganistão em 1979 foi posterior à soviética, a fim de defender a população local dos comunistas. Uma vez mais, neste caso a história real é exatamente ao contrário.

Brzezinski disse em entrevista ao jornal francês Le Nouvel Observateur, em janeiro de 1988, e também à CNN em novembro de 1997: “Segundo a versão oficial, o apoio da CIA aos mujahideen começou em 1980, ou seja, após a invasão do exército soviético ao Afeganistão, em 24 de dezembro de 1979. Mas a realidade, mantida em segredo até hoje, é completamente diferente: Na verdade, em 3 de Julho 1979 o presidente Carter assinou a primeira diretiva para o apoio secreto da oposição contra o regime pró-soviético de Cabul. E no mesmo dia escrevi uma nota, em que expliquei ao presidente que este apoio iria, na minha opinião, levar a uma intervenção militar por parte dos soviéticos”.

A intenção da Casa Branca era, usando a religião islamita, atolar a então União Soviética no Afeganistão, desgastando-a tal qual havia ocorrido com a vergonhosa derrota dos próprios Estados Unidos no Vietnã, seis anos antes. Assim, surgiram os jihadistas que hoje conhecemos, tachados desesperadamente pelos norte-americanos de terroristas – fomentados por eles mesmos.

Hoje, não apenas o Taliban está bem mais fortalecido e ampliado que antes do 11 de Setembro, mas a própria Al-Qaeda além da criação de outra organização terrorista sob a mesma ideologia destas, porém ainda mais maléfica, igualmente criada, financiada, treinada e armada diretamente por Washington e seus aliados (tais como França, Turquia, Catar e Arábia Saudita): o autodenominado Estado Islamita.

Tudo isso cumprindo o propósito inicial da “Guerra ao Terror”, vendida ao mundo como “luta do bem contra o mal”, projetada antes dos atentados em Nova Iorque e em Washington para ser infinita, justificando, assim, a permanência e ampliação de bases militares dos Estados Unidos e das grandes potências mundiais no Oriente Médio, e em todo o mundo, o que tem ocorrido nos últimos 14 anos sem precedentes na história global.
As próprias madrassas (escolas do fundamentalismo islamita que formam jihadistas, iniciadas no Afeganistão, fortemente presentes também no Paquistão até os dias de hoje) são, igualmente, criação secreta de Washington.

São histórias que os livros de História não contam – nem muito menos os “inofensivos” como pombas, chefes da religião que difundem a errônea ideia (não por mera incompetência conceitual e nem religiosa) de que pacifismo passa longe de renúncia, responsabilidades – especialmente daqueles em posição de poder – e de resistência (estas últimas, exatamente as grandes características do Evangelho de Jesus, centro de sua mensagem de paz e libertação dos povos oprimidos, cuja fome e dor não pode esperar, nem Jesus jamais esperou, nunca se ocupou primeiro do ativismo religioso nem dos debates doutrinários em detrimento do bem-estar humano).

A Idade da Mentira
As Roupas Novas do Rei
“Todos os súditos estavam de joelhos, admirando as roupas novas do rei. Aos milhares, os plebeus o aplaudiam. Nunca tinham visto algo tão bonito.
“De repente, uma garotinha que segurava a mão da mãe em meio à multidão apontou o dedo ao rei e disse: - Mamãe, o rei está nu! Ele não está usando roupa nenhuma!
“Ninguém acreditou na garotinha. Sua mãe pediu que ficasse quieta e todos esqueceram dela. As pessoas continuaram a admirar as roupas novas do rei (...). Todos os outros agiram motivados por seus interesses, por seus medos ou por uma combinação de ambos.”
(Romance norte-americano “Síndrome de Pinóquio”, David Zeman, editora Planeta, 2003)

Pensando um pouco dentro das religiões, pelo menos a cada década surge um novo “profeta” trazendo “novas verdades” – com um q de descobertas científicas que, mais tarde, comprovam-se para delírio dos seguidores aumentando, assim, a credibilidade da suposta voz oficial de Deus contemporânea.

Afinal, se o “profeta” antecipou-se sobremaneira à ciência e revelou, por exemplo, que a cevada pode ser nociva ao estômago humano, ou que determinado chá natural pode funcionar como libertador da alma humana, ou ainda que as montanhas são mais extensas debaixo que fora d’água, ou mesmo que, com pouco ou nenhum estudo, redigiu livros tão cheios de ensinamentos, o enviado especial só poderia mesmo ter sido inspirado por Deus para fazer seus auspícios celestiais, e uma nova religião ou ao menos uma seita, está criada.

Este último fenômeno é também bastante intrigante: quanto mais “profetas” (base das religiões dominantes e dominadoras) trazem suas mensagens tidas como divinas, mais as religiões se dividem – a começar dentro delas mesmas.
E consequentemente, as sociedades acabam ferozmente fracionadas conforme os próprios estudos científicos mais recentes revelam – além da própria realidade cotidiana. Tanto quanto há grandes homens e mulheres, há a criação artificial de religiões e de mitos – tanto quanto há grandes homens e mulheres falsamente transformados em vilões.

Os podres poderes são mestres milenares na arte de inverter os papeis, de desconstruir a realidade social e de criar mecanismos para o aprimoramento de sua roubalheira indiscriminada.

Pois os estudos dos professores Arthur Joyce e Sarah Barber no México vêm, igualmente, confirmar as impressões ao se ler e reler o telegrama enviado pela “embaixadora” Kubiske a Washington: a parceria de sucesso com comunidades religiosas brasileiras, certamente, não se deve a um profundo amor à fé coletiva por parte da “boa samaritana” gringa à época residente na capital brasileira, dos funcionários da CIA e das sociedades secretas em geral, e nem à mera postura política da Casa Branca.
Os mesmos fomentadores de religiões e de todas as lendas que muitas vezes as envolvem, tratam de dividi-la dentro delas mesmas e jogar umas contra as outras, especialmente as dominantes e dominadoras.

Basta ver o que a CIA tem feito com o Islã – a partir do próprio Islã ou em nome dele – no Oriente Médio, desde a criação dos mujahideen no final da década de 1970 que formaria seres como Osama bin Laden, Saddam Hussein, e grupos terroristas como Al-Qaeda, Taliban e Estado Islamita.
O espírito reacionário está na raiz das religiões dominantes e dominadoras. A própria Igreja autodenominada protestante, inclui-se neste setor por mais que tente negar.
Os “protestantes” primitivos, sob aprouve das lideranças, trataram de lançar à fogueira os que julgavam 'hereges', praticando o mesmo que tanto haviam condenado em relação aos católicos, e que lhes valeu justamente o título de protestantes.

No campo social mais amplo, Lutero apoiou os príncipes alemães contra os trabalhadores do campo que, vivendo em completa miséria e sob profunda exploração, clamavam por melhorias das condições de 'vida' (guarde esta palavra) - em nada obediente aos apelos de Jesus em favor dos pobres e injustiçados, mas oportunisticamente favorável aos mais poderosos da época. Alguma semelhança da maioria das ditas igrejas cristãs de hoje com seu grande mestre fundador?

Foram ainda calvinistas (correspondentes aos presbiterianos de hoje) ingleses os que financiaram a colonização da América do Norte em meados do século XVI, sob o manto de povo eleito, predestinado a se apropriar daquele território após exterminar quase por completo seus milhões de habitantes "retrógrados", através de ataques com requintes de extrema crueldade que torturavam e assassinavam em massa, enquanto se apoderavam das diversas riquezas naturais de uma terra muito mais rica que a britânica.

Enfim, a fundação de uma nova religião, no caso a dos “protestantes” (que não são e nem nunca foram sequer protestantes, quanto mais evangélicos na essência do termo), enquanto a manutenção e expansão de outra religião opressora por excelência, a católica, valiam a vida, passavam por cima dela indiscriminadamente. Trata-se de mais uma evidência do sectarismo religioso, a teoria, a filosofia religiosa que ao longo dos séculos até os tempos atuais enferma, aprisiona, explora, mata corpos e almas.

Tratando um pouco mais da Igreja Católica, a América hispânica e lusófona foi em nome de Deus invadida com seus habitantes originários (índios) levados quase à extinção: de 90 milhões no início do século XVI, em apenas um século e meio os povos nativos "selvagens" foram reduzidos a três milhões e meio (!), pelos donos do poder "civilizado" sob aos bênçãos do Vaticano bem como da Igreja católica na Espanha e em Portugal que o representavam, em nome da expansão dos impérios que, ao seu bel-prazer, aniquilaram vidas e jogaram por terra, para sempre, culturas milenares além de terem deixado um continente que é hoje, desde a "independência" de cada uma das respectivas nações, o mais desigual do planeta muito embora seja o mais rico em biodiversidade, por outro lado uma terra profundamente desgastada por seu uso excessivo - o que afeta profundamente o clima - e sociedades oprimidas ainda hoje sob as feridas ainda não cicatrizadas do genocídio que durou séculos.

Diante disso tudo, não surpreende que os mais ferrenhos apoiantes da Nova Ordem Mundial sejam, consciente em alguns casos e inconscientemente em outros tantos: os próprios seguidores das religiões multitudinárias.

No primeiro caso, encaixam-se notadamente os chefes da religião, muitos metidos em sociedades secretas e até com o narcotráfico, o que tampouco se trata de mera especulação e nem de grande novidade; no segundo, as multidões de “fieis” a um sistema que lhes proíbe de pensar, questionar, ter memória e de agir.

Assim como nos dias atuais já não espanta mais este autor tanto quanto à época, anos atrás, quando donos de templos “cristãos”, tão rigorosos na sistematização da interpretação teológica a ponto de se envaidecer por isso, raivosos defensores de cada vírgula doutrinária, deram razão às “políticas” duras de nada menos que Augusto Pinochet (“matou pouco”, proferido como justificativa sem nenhum constrangimento), além da declaração de que “tem que soltar bombas no Oriente Médio árabe-islamita, mesmo!”, em tom de defesa do “povo de Deus” (= cristãos, mas cristãos protestantes, mais especificamente batistas e presbiterianos).

Quando perguntado por que se deveria soltar bombas no Oriente Médio, o “líder” de estudo bíblico no Brasil (elaborado diretamente no Texas, Estados Unidos, denominado Bible Study Fellowship, ou Estudo Bíblico do “Companheirismo”), e funcionário da Universidade Presbiteriana Mackenzie de São Paulo, respondeu sem titubear, cheio de autoridade: “Por que lá, as pessoas não têm Jesus!”. Na mesma igreja onde se realizam tais “estudos” recheados de intolerância e demonstrações de histeria contra as mínimas diferenças dentro do próprio cristianismo, até onde este autor tinha conhecimento se prestavam a dar também “aulas” de Islã elaboradas e repassadas por “missionários” norte-americanos – nem se faz necessário aqui estender sobre o conteúdo dos “ensinamentos”.

Para nem se estender mais, mencionando as inúmeras demonstrações de ódio religioso inter-igrejas – motivada pelas vírgulas doutrinárias, que se esquecem, ou desconhecem, ou nem querem entender em seus vícios religiosos que bem contrário de teólogos e de grandes debatedores doutrinários em geral, Jesus resolvia as mais controversas questões com um gesto, com um olhar, com um abraço, com um estender de mão – e intraigrejas – por um lugarzinho ao sol no admirado e tão disputado terraço dos privilégios, acessível não aos que possuem mais virtudes e força de caráter, mas sobretudo aos mais hábeis em defender as retóricas doutrinárias e jogar melhor as cartas da Igreja local, de oratória, aparências, inevitavelmente de intrigas e de muita demagogia.
Patético cenário religioso em geral, tão apologizado pela nada benevolente CIA e pelos piores manipuladores internacionais.

Sobre este espírito gritantemente reacionário da Igreja dita cristã, o psicanalista e ex-pastor evangélico, Caio Fábio, observa:
(...) Os líderes religiosos são privados deste poder exercido [sobre a vida das pessoas], daí eles preferirem pregar uma graça [bondade de Deus que faz as pessoas livres] barata, sem o explanar das verdades e liberdades que a graça promove, justamente para poder manter o poder de controle acumulado sobre as vidas dos membros dessa confraria chamada "igreja".
(...) Ouvi outro dia de um presbítero que as pessoas não sabem viver com liberdade, por isso tem que haver regras e disciplinas, porque liberdades excessivas geram libertinagem. (...) Muitos pastores e líderes religiosos vivem este medo e fobia que a graça gera, daí eles sempre querer controlar, e manipular situações e pessoas para poder ter ingerência total na vida delas, ditando as regras, e controlando todos os seus passos na vida (...) - O Medo como Neurose e Fobia Religiosa-Espiritual.

Contrato social: Roubalheira indiscriminada por anestesia da consciência
“Eles devem achar difícil, aqueles que consideram a autoridade a verdade, ao invés de ter na verdade a autoridade” 
(Gerald Massey, egiptólogo)

Quando a humanidade despertar para estes fatos, por outro lado enfatizando, sim, as virtudes – tão simples quanto é simples a beleza encantadora da vida, tão simples quanto ao apaixonante fato de que Jesus corria imediata e até indignadamente, largava absolutamente tudo a fim de curar, de resolver conflitos, exercer justiça e saciar tanta fome por amor, jamais por calculista cumprimento dogmático conforme os cursinhos teológicos enfiam goela abaixo da humanidade –, um outro mundo, em que haja igualdade e solidariedade, será possível.

A questão crucial que se coloca – que certamente a colocariam nos dias de hoje seres humanos tão brilhantes quanto açoitados até a morte pelos falsários da religião e donos do poder em geral, seres iluminados como Jesus, Maomé, Chico Xavier, Madre Teresa de Calcutá, Gandhi, Buda, entre outros – é: desejarão as multidões pertencentes às preponderantes religiões deixar algum dia o caminho, de certa maneira mais cômodo, da inconsciência que os torna indiferentes passageiros do destino ditados por desavergonhados gozadores de privilégios, para serem protagonistas da história e das suas próprias vidas? Já dizia o grande comandante Fidel Castro, um dos principais líderes da Revolução Cubana: “Ou triunfam as ideais justas, ou triunfa o desastre”.

Sem ruptura da histórica e corrupta aliança entre religião e política, contudo, o outro mundo é impossível. Não por coincidência, as grandes religiões impregnam nas mentes de seus bilhões de adeptos (de maneira tão exitosa que provoca profunda irritação, quando se diz acreditar no contrário) que ele é impossível de ser alcançado, reservado a outras dimensões.

Eis os fragilíssimos alicerces psicológicos enraizados nas religiões dominantes e dominadoras – que manipula o inconsciente societário como poucas instituições –, inversamente proporcionais aos alicerces materiais e a todo o aparato que as sustentam há muitos séculos, garantindo seus privilégios e os dos Estados corruptos, um se apoiando e se encobertando no outro. Em troca, as multidões têm sua consciência anestesiada por esses poderes. Dizem que é mais fácil viver assim...

Entre a melancolia de um mundo apaticamente sedado que glorifica os iguais, a estupidez e a ignorância, bem mais vale fazer tudo por paixão sempre, e, com todos os obstáculos e até dores que possam surgir decorrentes disso, nunca deixar de acreditar: outro mundo é possível!

“A violência é o medo dos ideais dos demais”, Mahatma Gandhi.

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