23.11.15

QUEM INDENIZARÁ A MORTE DO RIO DOCE?

Por Bráulio Wanderley

Semanas após a maior tragédia desde o Césio 137, o ministro do Meio ambiente foi à cúpula de Paris deixando as populações de Minas Gerais e do Espírito Santo desamparadas, desesperadas e sem respostas quanto à (ir) responsabilidade da Samargo e da privatizada Vale do Rio Doce.

A sacanagem é tão grande que as ações da Vale só caíram 2% na BM&F.  Num país sério, ela estaria à beira da falência tamanha seria a quantidade de multas ambientais e indenizações às famílias vitimadas pelo rompimento da barragem.

Por sinal, uma das cidades lameadas pelos minérios tóxicos, Bento Rodrigues, está em atraso quanto ao recebimento de mais de 300 milhões de reais da Samargo sob a cínica alegação criminosa de que a justiça não liberou o repasse por parte da empresa, e se deixar, nem liberará.

Num país sério, os donos dessas empresas deveriam estar presos, bens confiscados e o poder público, das três esferas, envolvido na reorganização das vidas dos povos de 2 Estados da Federação. Enquanto isso, os ministros Fulano do Meio ambiente e Beltrano das Minas e Energia não deram um pronunciamento sequer.

Se fôssemos um país sério...

Artigo publicado originalmente no www.historiavermelha.com

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