16.9.15

PORQUE OS ALIENADOS DA CLASSE MÉDIA USAM CAMISETAS DA CBF EM SEUS PROTESTOS

Camiseta da seleção brasileira e o símbolo do Brasil que a classe média defende.

Um símbolo que significa um país de mercenários. Sim, isto mesmo, mercenários.

A camiseta da CBF nao é a camiseta do país Brasil, mas de uma ilusão. Uma ilusão a respeito de um mito, da superioridade, da arrogância, do elitismo pequeno-burguês calcado na ideologia do melhor de todos.

Uma ideologia que exclui a empregada doméstica, o pedreiro, o motorista de ônibus, o jovem negro da periferia.

Nesse país CBF, os únicos negros permitidos são aqueles que, a exemplo do Neymar, se afirmam como não-negros, assim como o Pelé, porque a fama e o dinheiro tornam-lhes mais aceitáveis.

E esse país que a classe média defende, grita contra a corrupção, não aquela causada pelos desvios da elite branca, mas aquela percebida como vinda dos manos, do Zé povinho, daqueles que nasceram para ser capachos e nada mais.

Tanto que é assim que a corrupção envolvendo dirigentes da CBF no escândalo da FIFA passou batido para essa turba de descerebrados do nacionalismo de chuteiras.

Para essa gente que deseja ser na verdade uma extensão dos EUA o Brasil de verdade que se exploda.

É a síndrome do vira lata, aquele sentimento de inferioridade latente que só pode ser escondido, refutado, camuflado, driblado através da amarelinha sagrada da única seleção que foi a todas as copas até o momento, penta campeã, uma força a ser temida.

Na verdade o eco do passado, das tradições da casa grande e da submissão da senzala.

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