11.7.15

PARA LU E ELVES, MAINHA E PAINHO

Por Bráulio Wanderley

Luciana, Isadora, Elves e Daniela

Cerca de nove anos atrás conheci uma mulher formidável. Bonita, chamava mais atenção ainda pela simpatia e cordialidade como auxiliar de coordenação pedagógica. Com o tempo, a tpm revela uma brabeza sazonal, afinal ser mulher não é coisa fácil.

Pouco tempo depois, tive a satisfação de encontrar ocasionalmente um professor brilhante. Competente, logo conquistou seu espaço nas aulas de Geografia e se revelou um amigo pra todos os instantes. Braaaaabo, não mexam com seus poucos calos, pois a história rende... 

Apois (pra elucidar uma boa gíria nordestina), estes dois se aprochegaram, se apaixonaram, decidiram dividir o mesmo teto num pequeno e aconchegante apartamento sempre aberto à boemia, aos bons papos e as alegrias de poucos e leais amigos e amigas. Até um desses, que é farrapeiro, mas mesmo assim é tido como um de seus filhos adotivos... né George!


Lu, que já era mãedrasta de Dani, repara que aquela tpm não veio em janeiro. "Estranho!" deve ter dito com um invejoso sotaque recifense. O laço entre os dois se fortalece, pois o sonho longínquo de minha amiga que era poder ser mãe estava se concretizando, pro misto de susto e delírio de felicidade inacreditável do meu amigo. E em 09 de setembro de 2010 veio a este Mundo, celebrada de boas vindas, a linda Isadora.

Esqueci os que se chamam Elves e Luciana (ou Lu).


Pra mim, o tratamento passou a ser Painho e Mainha, com o carinho fraterno de uma admiração que se estende a grande graça da vida: alegrias, dificuldades de todo par. Permanecem arrodeados de amigos, os mesmos que supracitei, outros que somariam este convívio, menos outros que não sendo tão amigos acabaram perdendo sua importância. A estes últimos o meu sincero lamento.

Tenho a honra, hoje, de poder celebrar as bodas de açúcar destes dois. Amáveis cabeças-duras a quem tomo a liberdade poética de sintetizá-los nas sábias palavras do nobel de literatura, revolucionário poeta chileno e senador pelo Partido Comunista Pablo Neruda:

"Saberás que não te amo e que te amo
posto que de dois modos é a vida,
a palavra é uma asa do silêncio,
o fogo tem uma metade de frio.

Eu te amo para começar a amar-te,
para recomeçar o infinito
e para não deixar de amar-te nunca:
por isso não te amo ainda.

Te amo e não te amo como se tivesse
em minhas mãos as chaves da fortuna
e um incerto destino desafortunado.

Meu amor tem duas vidas para amar-te. 
Por isso te amo quando não te amo 
e por isso te amo quando te amo."



Parabéns Lu e Elves... ops, Mainha e Painho! Muito obrigado me deixarem fazer parte da vida de vocês. Obrigado pela confiança, pela paciência Mainha, pra que Painho e eu possamos desfrutar os homéricos porres de uísque regados a violão e boas músicas, descontraídos e inteligentes papos.

Pra vocês eu tiro o chapéu, sou fã incondicional e lasco quem fale mal de qualquer um dos dois.

Recebam por meio destas cardíacas, pobres e poucas palavras o meu xero grande, repleto do desejo de comemorar outros diversos seis anos de união, cumplicidade, amizade, DRs e amor.

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