20.11.14

DISSIDENTES DO PT ENTREGAM DESFILIAÇÃO

Do portal IG

Clélio Tomaz/LeiaJáImagens/Arquivo
| Clélio Tomaz/LeiaJáImagens/Arquivo

De acordo com o ex-líder da tendência PTLM, a “falta de democracia” interna seria a justificativa do desembarque adiantado.

Dissidentes do PT se reuniram, nesta segunda-feira (17), para assinar as fichas de desfiliação da legenda. A decisão acontece poucas horas antes do início do processo de punição e expulsão de alguns filiados por infidelidade. Cerca de 20 pessoas protocolaram a saída, maior parte deles compõem a tendência Lutas e Massas (PTLM), liderada pelo membro da Executiva Nacional Gilson Guimarães.

“Fizemos uma reunião na sede do partido, protocolamos lá o pedido de desfiliação e encaminhamos para a direção estadual. O pedido foi individualizado, participaram dele dois membros da Executiva Estadual, quatro presidentes municipais da legenda e outros membros da nossa ala”, contou Guimarães ao Portal LeiaJá.

A “falta de democracia” interna, de acordo com o ex-líder do PTLM, seria a justificativa do desembarque adiantado. “A gente sabia que ia ter pouco direito de se defender. O PT não é mais um projeto que estimule a nossa participação”, cravou. “Identificamos que o PT de Pernambuco está totalmente desconectado com a realidade social, virou um partido de clube, onde quem está na frente é Humberto Costa, Teresa Leitão e João Paulo”, disparou Guimarães.

Nos bastidores, afirma-se que Gilson era um dos nomes que seria listado na noite desta segunda durante a divulgação da resolução estadual que aplicará punições a cerca de 100 filiados ao PT. Isto porque ele e o mesmo grupo que se desfiliou da legenda optaram por apoiar a candidatura de Paulo Câmara (PSB) ao Governo de Pernambuco e de Fernando Bezerra Coelho (PSB) ao Senado. 

Enquanto isso, o PT oficialmente compunha o palanque do senador Armando Monteiro (PTB) disputando a vaga de senador com o deputado federal João Paulo.

Indagado sobre qual seria o próximo passo do grupo, Gilson Guimarães afirmou que vai permanecer na luta política, mas não se engajará em nenhuma outra legenda agora. “Não (vamos para outro partido). O primeiro momento é construir um diálogo, com os outros filiados – somos quase 5.000 – para construir um debate e definir o nosso rumo”, observou. De acordo com ele, a expectativa é que alguns membros do PTLM deixem o partido e outros permaneçam.

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