23.10.14

JUVENTUDE, SONHOS E MATURAÇÃO

Por Bráulio B. Wanderley
(Foto da turma após o debate presidenciável/Theógenes Freire)
Nada melhor que uma onda de "alegria pelo dever cumprido" após a tensão metódica do "fazer o melhor para dar certo".

Nós queríamos que terminasse antes de começar. Mas o tempo é cruel, os minutos que se aproximam do início causam taquicardias, os batuques dos corações acelerados podem ser ouvidos sem estetoscópio. Subir ao palco, ouvir as regras pelo microfone, sortear quem pergunta e quem responde... quem aguenta! E tome tum-tum-tum. A plateia se acalma, se cala, silêncio apenas interrompido pelo mediador, cercado de concentração para garantir o bom andamento do trabalho.

Iniciamos a apresentação dos "guias eleitorais" elaborados pelas turmas, com tempo de cinco minutos, seguindo as regras do TSE e atribuir as legendas (ou close caption).

Sorteadas as ordens de perguntas e respostas, pronto. Começou a cronometrar, é agora.


Pra delírio de muitos, a ansiedade, o nervosismo e as taquicardias se transformaram em adrenalina, conhecimento estudado e superação.

Pois bem, aliás, muito bem. A cada intervalo de bloco, o palco virava uma arena, um ringue dividido nas diagonais com estratégias para o que se presume que viria. Nem os convidados se contiveram e foram auxiliar as equipes. A emoção atingiu a todos. A negada tremulava bandeiras, o auditório virou arco-íris da democracia eleitoral, com cantos e palavras de ordem.

Adolescentes do segundo ano do ensino médio do Colégio da Polícia Militar de Pernambuco/Petrolina deram um show em sete blocos de um debate presidencial simulado, nas candidaturas de Aécio Neves (PSDB) e de Dilma Rousseff (PT).

Ao contrário dos óbvios, desgastantes e enfadonhos encontros dos candidatos da vida real, esses jovens foram mais propositivos que os pleiteantes. Pautaram sobre Educação, saúde, drogas, aborto, criminalidade, segurança nacional e pública, infraestrutura, corrupção, meio ambiente e cultura. Em resumo, ao invés de desconstruir biografias, meninos e meninas preferiram propor ideias para um Brasil à altura dos seus sonhos.

Assim rolaram duas horas... ao nos reencontrarmos com o tempo, acabou. Já? Tão rápido? 
Vocês do 2º ano do CPM deram uma verdadeira aula de #Cidadania.

Tenham certeza de que numa profissão tão mal reconhecida como a minha, especialmente na esfera pública, a dedicação de cada um de vocês é extremamente inenarrável e complexamente feliz.

Um beijo no coração.


Petrolina, 23 de outubro de 2014.
Bráulio de Barros Wanderley.

Um comentário:

Theógenes Freire disse...

Muito bom Braulio, as lembranças dessas experiências nos marcarão por toda a vida, esse trabalho foi uma ótima oportunidade para a gente aprender mais e despertar um interesse sobre política!