27.8.14

DEBATE DE PRESIDENCIÁVEIS DA BAND, INSOSSO E ESPERÁVEL



Por Bráulio B. Wanderley

Pouca novidade e baixa audiência. O debate teve um formato engessado, de modo a favorecer os 3 candidatos do poder econômico oferecendo direito de serem perguntados 2 vezes pelos jornalistas e candidatos oponentes.

Vejamos uma sinopse do encontro:

Dilma Rousseff (PT) - foi mal, visivelmente nervosa, titubeante e não explorou os vacilos dos seus concorrentes. Perdeu-se em tentar ser exata em números, como de praxe, explorou pouco a sequência do governo Lula, não pôs o seu governo como vanguarda e sim como "vítima da maior crise mundial dos últimos tempos".

Marina Silva (PSB) - omitiu suas opiniões específicas, mais uma vez, insistiu na tecla da 'nova política' sem saber explicar se quer o que significa. Ficou no muro, ora elogiava FHC, a quem se opôs, ora elogiava Lula, com quem rompeu.

Aécio Neves (PSDB) - foi o que teve melhor desempenho no debate, sendo mais objetivo nas respostas e aproveitando réplicas e tréplicas contra os parcos 45 segundos do oponente em questão. Defendeu o legado dos 8 anos de tucanato à frente do Planalto, as privatizações.

Luciana Genro (PSOL) - Fraca, não disse a que foi. Aparentava despreparo, mesmo tendo uma respeitável biografia política e compondo um partido socialista.

Pastor Everaldo (PSC) - visivelmente nervoso, aos poucos foi ganhando desenvoltura relativa, bateu na tecla do neoliberalismo (sem citar o nome) e na carga tributária.

Levy Fidelis (PRTB) - começou nervoso, pouco acionado pelos oponentes, teve seu "auge" no debate de transportes e mobilidade urbana.

Eduardo Jorge (PV) - Nervoso, não conseguia controlar breves crises de risos, em determinados instantes, sequer respondeu uma pergunta feita por um jornalista, desperdiçando dois minutos para aparecer aos espectadores.

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