9.6.14

REFLEXÕES SOBRE A COPA




Por Bráulio B. Wanderley

A conversa é a mesma, somos o 7º PIB do mundo, o país do futebol... puro discurso ufanista e repleto de erros, pois gastou-se entre R$ 30 a 70 bi. A transparência não é o forte desta Copa.

O Maracanã, sozinho e desrespeitando o IPHAN, teve o custo de R$ 1,4 bi. Contando com reformas desde o Pan lá se vão R$ 5 bi. Não havia necessidade de 12 sedes para a Copa. O que serão das "Arenas" de Cuiabá, Brasília, Manaus e Natal, só pra ficar nesses maus exemplos?

Isso sem falar na desnecessária construção do Itaquerão, na roubalheira da Arena de Curitiba, nos mais de R$ 1 bi da de São Lourenço da Mata (Grande Recife) e nos mais de 170.000 desabrigados ainda não indenizados pelos governos.

Falando em governos, onde entrou o capital privado? Num acordo caracu! Os governos concederam terrenos, empréstimos, subsídios fiscais, aditivos e privatizaram sob a condição de "ressarcir" eventuais prejuízos, as Arenas Odebrecht, Queiroz Galvão, Camargo Correia e OAS. Incrível como a indústria do concreto é sagaz! Os governos pagam, emprestam e ainda pagam "prejuízos"! Assim é ótimo, depois vejam quem são os patrocinadores das campanhas do pt, psdb e psb. Até onde sei, empresário não "doa", empresário investe e cobra fatura com juros.

Onde estão as indenizações às famílias dos que morreram sem a devida fiscalização do MPT e do CREA? Quem devolve as vidas dos trabalhadores?
Os aeroportos e as obras de mobilidade foram falácias. O transporte público permanece horroroso, o trânsito caótico, os BRTs e VLTs não saíram do campo das ideias e os aeroportos... vide os privatizados Congonhas, Galeão e BSB continuam na mesma.


Panis et Circus. E ainda dizem que somos um país pobre. Onde? O que temos é má gestão e prioridades desviadas, nos damos ao luxo do desperdício e da corrupção consentida, olhem o mau exemplo de Abreu e Lima. É esse povo sem escola e adestrado à sociedade de consumo de massas, viciado pela despolitização da política e excluído que reflexivamente é agente e vítima da acomodação e do eleitoralismo bienal.

Há sete anos critico a escolha da Copa. Válvula de escape pra crise do capitalismo, eufemismo do respiro de 24 anos pra Europa Ocidental voltar a sediar copas, pois estádios e infraestrutura já possuí ao contrário de África do Sul, Brasil, Rússia e Catar, tão submissos à Fifa, que alteram até as leis em nome dos eventos que ela promove às custas dos nossos tributos: Copa das Confederações, Fan Fest, Copa do Mundo, etc.

Verei a copa e torcerei pelo Brasil, como em todas as outras edições, em casa ou num bar.

Por fim indago, #Copapraquem?

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