4.4.14

NA CÂMARA DE PETROLINA, MALANDRO É MALANDRO E MANÉ É VOCÊ

Artigo da minha amiga, Professora e jornalista Vera Medeiros
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Em sessão cheia de manobras, vereadores mostram para que foram eleitos. Às 18:00, com o auditório lotado de servidores municipais, que foram à Câmara pensando que tinham algum valor para os vereadores, a sessão de ontem(1º) foi iniciada. Mas, como era gente demais para testemunhar a vergonha que aconteceria 4 horas depois, a estratégia foi esperar o local se esvaziar. Para isso, fizeram 1 hora de leitura inútil, fingiram brigar, discursaram balelas e fizeram dos bastidores da Câmara um local de encontros para cafezinho e conversas baixinhas entre vereadores, secretário municipal e representantes da empresa que estavam na Câmara.
O resumo da ópera 1:
Sob briga de Ronaldo Souza (Cancão) que acusava o secretário de Lóssio, Cléber Carlos, de “puxar no paletó dos vereadores, nos bastidores, para aprovar o projeto, entregaram um patrimônio de R$ 10 milhões do povo petrolinense a uma empresa, com 10 anos de isenção de IPTU, com 10 anos de alíquota de ISS reduzida para 2% (seria zero, se alguém não tivesse brigado).
Perguntados se fazer concessão de 20 anos renováveis por mais vinte , os tais empregos de que tanto se gabam que gerarão, não seriam criados da mesma forma, a resposta dos vereadores foi: gera sim, mas… Com certeza, o interesse era mesmo entregar a escritura do terreno à empresa.
Resumo da Ópera 2:
Alvorlande assumiu o protagonismo da manipulação, muito bem orientado pelo secretário de governo Cléber Carlos; Ronaldo Silva fez o papel de menino-propaganda da empresa, expondo slides de viagem à Paraíba, para convencer os já convencidos colegas;
Dr. Pérsio fez o papel de bobo-da-corte, às risadas, sempre que alguma crítica se fazia ao projeto; Osório Siqueira , sempre na sombra, assinando embaixo a decisão dos interesses de quem pode mais; Ronaldo Souza (Cancão) perdendo oportunidades de agir com habilidade necessária para aprovar sua emenda de concessão e não doação do terreno;
Zenildo fazendo esforço inútil pela emenda de Cancão para transformar doação em concessão por 25 anos.
E os demais inúteis e maioria farsante, usando o mesmo discurso ensaiado de que “outros terrenos foram doados, como o da associação de juízes, serviram de pau de manobra do barco guiado pela hipocrisia quase generalizada, de quem tem muito currículos em seus gabinetes para levar ao tal Call Center e, também, dos que muitos interesses alheios aos do povo têm para desfrutar.
Às 22:00, sob manobra dos governistas, a emenda que faria do projeto de doação apenas um projeto de concessão, deixando o patrimônio com o município foi impedida de ir à votação. E os governistas correram para o abraço, aos gritos e tapinhas nas costas – que já vinham acontecendo desde os bastidores.

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