22.2.14

MADURO: "O PODER É DO POVO E NÃO ESTÁ EM NEGOCIAÇÃO"


Enviado pelos Camaradas Anita Prestes e Luiz Ragon
Horas depois que o dirigente opositor Leopoldo López se entregou à Justiça venezuelana, o presidente Nicolás Maduro, diante de imensa multidão, denunciou “o fascismo que provoca imensa dor no povo” e reprovou seu par da Colômbia, Juan Manuel Santos, que pretendeu dar “lições de democracia". Por último afirmou que “não existe o direito de submeter um país à violência psicológica. Não há esse direito num país com plenas liberdades democráticas”.

Maduro dedicou boa parte de seu discurso a criticar o colombiano Santos e o líder do partido Voluntad Popular, Leopoldo López: "Conseguiu 300,  400 mil votos em todo o país nas eleições municipais de 8 de dezembro, e não mais de 18 prefeitos, num eleitorado de 19 milhões e um total de 335 prefeituras. E eis que em 23 de janeiro nos surpreendeu dizendo que ele decidiu que o governo devia partir.”  Mais adiante, Maduro celebrou que o líder fascista já está em mãos da Justiça”.

Em outro momento, em que também citou o ainda presidente Sebastián Piñera, Maduro perguntou a Santos “que faria se um opositor convoca uma marcha para tirá-lo do Palácio de Nariño (sede do governo): defende o Estado ou entrega o poder a um sedicioso? Santos, não me venha com lições de democracia, quando o que estou fazendo é defender a paz da Venezuela. Já basta, caramba!, exclamou, enquanto a multidão respondia: “Assim, assim, assim é que se governa!”.

Maduro lamentou que Santos “se deixe levar por seu coraçãozinho e as simpatias com o fascismo”, e se perguntou se “o presidente Barack Obama pretende que eu condecore os  mascarados", aos quais responsabilizou pelos atos de violência da última semana. Depois de recordar que ainda não tem sequer 10 meses à frente do Executivo, “esta oposição ensaiou uma, duas, três vezes e saiba-se quantos mecanismos” para matá-lo, derrocá-lo e trazer grave prejuízo ao povo”. “Basta de semear tanto ódio, tanto racismo, tanta intolerância. Eu jamais me atreveria a essas baixezas de atacar uma família porque pensa diferente”, sublinhou.

"A única forma de combater o fascismo numa sociedade é como quando a gente tem uma infecção forte, buscar o antibiótico mais forte e fazer um tratamento intensivo. O único tratamento é justiça, acabar com a impunidade. Não se tem o direito de submeter um país à dor das mortes”, sentenciou.

Aceitou em seguida a necessidade de dialogar porém esclareceu que o diálogo é “com as massas, com as mulheres, com a juventude, e não um diálogo de cúpulas”, porque “isso se acabou na Venezuela. Saem por aí dizendo que Maduro deve convocar ao diálogo. Eu mantenho a convocatória, porém para trabalhar pela paz, não para negociar cargos, postos, poder. O poder é do povo e não está em negociação”, concluiu.

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