8.2.14

DIREITOS HUMANOS NÃO É BANDEIRA DA ESQUERDA MARXISTA?

POSTADO NO COMBATIVO BLOG OUSAR LUTAR, OUSAR VENCER
Brilhante artigo escrito pelo Camarada Sturt

Por AF Sturt Silva
Freixo - Presidente da Comissão de Direitos Humanos e Cidadania da ALERJ
Parece que estamos vivendo uma fascistização de nossas sociedades. Sabemos que o fascismo/nazismo, por exemplo, foram projetos burgueses, com apoio popular, de direita, sem qual quer base de razão e bom senso.

O povo, e mesmo a trabalhador num sentido mais específico, adere a projetos que melhor representa seus interesses imediatos.

Hoje em dia, ser de esquerda e ser de direita parece ser a mesma coisa. Pessoalmente defendo que o corte para ser de esquerda, em primeiro momento, seja a defesa das transformações, sejam quais forem.

Mas só isso não basta.

As transformações devem levar em conta a igualdade social, a justiça social ou desenvolvimento social. E por trás do processo transformador, o sujeito principal não pode ser outro, a não ser a classe trabalhadora. 

Porém, de forma alguma, priorizar os interesses dos trabalhadores significa deixar de lado os problemas dos oprimidos marginalizados, que são significativos.

A esquerda superou as bandeiras revolucionárias da burguesia dos séculos XVI, XVII e XVIII com a defesa da universalização dos direitos sociais e da socialização do regime político, além da política. Além disso, no processo da luta de classes deu ao proletariado o papel de agente histórico na construção de uma sociedade livre.

No entanto, elementos defendidos pelo liberalismo clássico, principalmente as liberdades civis ou individuais, não foram descartadas pelos melhores marxistas. E mesmo o socialismo de cunho marxista do século XIX e XX não negou os avanços do “iluminismo” burguês, pelo contrário: defendeu sua superação. Por isso mesmo houve o desenvolvimento do modo de produção capitalista na URSS e na China. Entretanto, tais experiências não teve preocupação alguma com as questões ambientais e humanitárias. As cicatrizes de todo este processo tem colidido, de forma nada amistosa, entre os revolucionários do século XXI, no casamento da luta ecológica e humanitária com a luta de classes.

Então, como pensar na emancipação humana, deixando de lado o lumpesinato e demais categorias marginalizadas? 

E será que a luta em prol desses setores prejudica mesmo a luta pela emancipação do trabalhador, como classe organizada, do processo de mais-valia do capital?

Acho que não. 

A esquerda deve encontrar formas para conciliar a luta dos trabalhadores com a luta dos demais oprimidos.

A luta dos direitos humanos está mais para o estágio de luta inicial por direitos, vide revolucionários do século XVI, do que uma luta fragmentada, vide esquerda pós-moderna do século XXI.

Direitos Humanos significa direito à vida. São os primeiros que os comunistas e socialistas devem defender.

A luta pela emancipação da classe trabalhadora só é possível com um processo revolucionário. Enquanto ele não se materializa a luta pelos Direitos Humanos continua sendo, também - dentre outras, bandeira principal da esquerda, incluindo a marxista, na atualidade.

Um comentário:

Anônimo disse...

Valeu camarada pela reprodução do artigo. Abs!

Sturt Silva