22.10.13

MOBILIZAÇÃO CONTRA O LEILÃO DO PRÉ-SAL

Nesta quinta-feira (17) petroleiros e entidades dos movimentos sociais convocam o Dia Nacional de Mobilização contra o Leilão do Pré-sal, confirmado para o próximo dia 21. Segundo os organizadores, o objetivo é pressionar o Governo Federal para cancelar o leilão de Libra, o primeiro na área do pré-sal. No Rio de Janeiro, passeata vai da Candelária até a Cinelândia para exigir o cancelamento da criminosa privatização do petróleo brasileiro.
Dia Nacional de Mobilização contra o Leilão do Pré-sal
No dia 17 de outubro, quatro dias antes da licitação do campo de Libra, a campanha O Petróleo Tem que Ser Nosso, entidades sindicais, do movimento popular e estudantil, convocam mais um dia nacional de mobilização. O objetivo é pressionar o Governo Federal para cancelar o criminoso leilão de Libra, o primeiro na área do pré-sal.
O leilão do campo de Libra está marcado para 21 de outubro, segunda-feira, e será a maior privatização já vista no país, caso aconteça. O governo justifica que o dinheiro arrecadado no leilão é para fazer caixa a fim de pagar juros e amortizações da dívida pública. Ou seja, além de entregar o petróleo para as multinacionais, nenhum centavo ficará para o povo. Tudo irá para os bancos, os mesmos donos das multinacionais petrolíferas que estão levando embora as riquezas do nosso subsolo. O atual governo não só deu continuidade à política de privatização, mas, ao assumir, entregou mais blocos de petróleo que FHC em oito anos.
A luta contra o leilão de Libra e contra a dominação estrangeira sobre a vida política do país

Neste dia, acontecerão atividades em todo o Brasil. No Rio de Janeiro, além de protestos e mobilizações nas unidades da Petrobrás, será realizada um grande ato articulado em conjunto por diversas organizações que constroem a campanha O Petróleo Tem que Ser Nosso. A passeata no centro do Rio de Janeiro começa às 17h, com concentração na Candelária. De lá parte em direção à Cinelândia.
Neste dia, conforme anunciado pela FUP (Federação Única dos Petroleiros) os trabalhadores da Petrobrás e subsidiárias devem iniciar uma greve por tempo indeterminado.
Já estão confirmadas paralisações no Rio Grande do Norte, Pernambuco, Paraíba, Bahia e Espírito Santo com aprovação massiva dos indicativos da Federação Única dos Petroleiros (FUP). Nos demais estados do país, as assembleias prosseguem até está quarta-feira (16).
Além de uma nova proposta de Acordo Coletivo, os petroleiros exigem a suspensão imediata do leilão de Libra, que está previsto para acontecer no próximo dia 21, e a retirada de votação do Projeto de Lei 4330, em tramitação na Câmara dos Deputados, que trata da regulamentação da terceirização.
Desde o dia 02, os petroleiros estão acampados junto com os movimentos sociais, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, pressionando o governo a cancelar a licitação do Campo de Libra.
Nos últimos meses, os petroleiros têm realizado uma intensa campanha junto com as centrais sindicais e os movimentos sociais para impedir que o governo privatize o campo de Libra.  No aniversário de 60 anos da Petrobrás, no último dia 03, a categoria realizou uma paralisação nacional de 24 horas.
Entrega para as Multinacionais petrolíferas e os Bancos
As ofertas do patrimônio público do Brasil são lançadas no balcão do banco Goldman Sachs para duas famílias de banqueiros - Rockefeller e Rothschild -, os mesmos donos das maiores Big Oil que possuem interesse no pré-sal. O mais chocante é que os financiamentos das compras realizadas pelo setor privado internacional, inclusive do campo colossal de Libra, devem ser feitas pelos bancos públicos do Brasil, principalmente o BNDES. 
As multinacionais estão entrando neste negócio sem risco nenhum. Qualquer poço que furar na área do pré-sal terá petróleo, e a União ainda terá que ressarcir os custos que essas empresas tiveram para perfurar o poço. Está claro que o governo brasileiro compromete o futuro do país e do seu povo para defender os interesses dessas grandes empresas. 
Com informações da Agência Petroleira de Notícias
Por Paulo Metri
Comigo, ocorre um fato, que acho ser incomum. Quando escuto o hino nacional, pode até ser em um estádio de futebol, me emociono e sinto vontade de chorar. Nestes momentos, sinto a sensação de estar protegido, de fazer parte de um grupo de pessoas com identidade comum e, como tal, tenho maior chance de ser aceito. Mas, mais que isso, sem olhar para nenhum ser específico, sinto orgulho de ser brasileiro, pois é um povo solidário, humano e amigo.
Os russos têm orgulho deste amor pátrio a ponto de chamarem seu país de “Mãe Rússia”. Mãe é o ser que nos acolhe, afaga, protege, estimula e consola. Que sentimento lindo têm os russos da sua pátria. Será que foi preciso defender, em passado recente, seu próprio território de duas invasões brutais para se chegar a este nível de amor? Se Napoleão e Hitler conhecessem melhor o povo russo, talvez não tivessem feito o erro de invadir sua terra.
Notem que não estou me contrapondo ao “internacionalismo”. Sou solidário a todos oprimidos do mundo, até na luta para um atendimento médico universal do povo dos Estados Unidos, o presente império. Só não sei como ajudar os carentes do mundo, sem notar as fronteiras que os agrupam em países, com inúmeras características diferentes. Sem esquecer o todo, creio que nossa luta, por enquanto, deve se concentrar dentro das nossas fronteiras.
Mas, no Brasil, existe um componente, que não sei se é exclusivo nosso, mas sei que, aqui, é bastante acirrado. A elite brasileira odeia o nosso povo, à medida que é capaz de compor com forças estrangeiras, em troca de algumas compensações, contra seus irmãos do mesmo solo. Em poucos momentos do nosso país, tivemos governantes que lembravam, por exemplo, os fundadores da independência americana. E, quando ocorria um, a mídia e os conservadores criavam uma série de calúnias para retirá-lo do poder. Sobre este ponto, San Tiago Dantas já dizia: "Em nosso país, o povo enquanto povo é melhor do que a elite enquanto elite".
Vejam o que acontece com o campo de petróleo de Libra, uma riqueza estimada em torno de 1,5 trilhão de dólares. Um parêntese para facilitar o entendimento. “Trilhão” é uma medida de valor incomum, que mais parece se estar falando de distâncias planetárias. Pode ser entendida como sendo “milhar de bilhões” ou “milhão de milhões”.
Desta forma, o campo de petróleo de Libra é um presente de Deus ou do destino, como preferir o leitor, que, agora, o capital internacional, sua mídia comercial, que, consequentemente, é inimiga do povo brasileiro, seus representantes corruptos no cenário político brasileiro, e lideranças conservadoras vendidas tentam roubar dos seus verdadeiros donos, para usufruto do mesmo capital internacional. Trata-se do “roubo da vez”, com a diferença que será, se concretizado o leilão deste campo no próximo dia 21, o mega-roubo ocorrido no Brasil no presente século. Apesar deste século estar iniciando, certamente, não ocorrerá nada igual até seu fim.
Portanto, se junte a esta luta dos brasileiros de bem contra a dominação estrangeira sobre nosso governo, políticos e a mídia comercial, enfim, os poderosos, e contra a usurpação de riqueza inestimável do nosso povo sofrido, que, agora, poderia ter com ela sua redenção. Assim, vá às manifestações, faça-se presente, seja solidário com o povo de onde você brotou e onde está. Não se iluda com a mídia mentirosa, que tenta lhe enganar, carregue a bandeira “Pelo cancelamento do leilão de Libra” ou “A favor da entrega de Libra à Petrobras”. Na pior das hipóteses, que não ocorrerá, você se sentirá solidário e, na melhor, você será um vitorioso e terá Libra para você, seus pares e seus descendentes usufruírem.
Finalizando, tenho orgulho de cada lágrima derramada durante as execuções do hino nacional.
Paulo Metri é conselheiro do Clube de Engenharia

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