22.10.13

EM ENTREVISTA À CUT, COORDENADOR DA FUP FALA SOBRE OS PREJUÍZOS DO LEILÃO DE LIBRA

FUP, COM INFORMAÇÕES DA CUT


Em entrevista concedida ao portal da CUT, o Coordenador da FUP, João Antônio Moraes, fala sobre as consequências do leilão de Libra, onde o consórcio vencedor é formado pela Petrobrás, que terá 40% do campo, Shell (20%), Total Elf (20%) e as estatais chinesas CNPC (10%) e CNOOC (10%). Ele acredita que ainda é possível lutar contra o resultado do leilão na Justiça. “Veremos agora quais passos teremos que dar para lutar contra o resultado no campo Jurídico e manteremos nossa luta para continuar conscientizando a população sobre o prejuízo de 60% das reservas de Libra estarem em mãos estrangeiras”, criticou.


Moraes comenta que a entrada de empresas transnacionais não ajudam a economia brasileira, porque o investimento não é feito aqui. “A Shell, grande vencedora do consórcio, fará o que tem feito até agora: não vai comprar navios brasileiros, não vai investir em petroquímica ou no refino e ainda precarizará as relações de trabalho, como já faz, com a contratação praticamente total de terceirizados para fazer um trabalho que deveria ser responsabilidade da própria empresa, colocando em risco também meio ambiente e comunidades”, explica.

Para o dirigente, mesmo a manutenção da produção nas mãos da Petrobrás não representa uma vitória. “Na teoria, a Petrobrás será responsável pela produção. Na prática, porém, 60% do controle estão em mãos estrangeiras. Portanto, a lógica de extração, produção e investimento será estrangeira.”

2 comentários:

Darlan. disse...

Oi Velho amigo,

Aproveito o texto para, se me permitir, discordar da linha assumida no Blog com respeito ao novo modelo para os leilões adotado pelo governo Dilma. Apesar de falho, como toda obra humana, este modelo permite que a riqueza no subsolo brasileiro seja "explotada" de maneira adequada, na atual conjuntura de elevado endividamento da Petrobras.
De fato, trabalhando na áreas de educação e P&D ligadas ambas Petróleo e Gás, e após discutir bastante com o pessoal da empresa, particularmente com o corpo técnico do CENPES, que de fato pensa o negócio de maneira integrada, está claro que não há espaço para a Petrobras sozinha investir tudo o que o Pre-Sal brasileiro exige. Na verdade, hoje, o corpo técnico está esgarçado, e, por exemplo, o pessoal do CENPES, que deveria estar se concentrado nos desafios técnicos e científicos enfrentados no Pre-Sal (rochas carbonaticas exóticas, a elevadíssimas profundidades), infelizmente se encontra resolvendo problemas do dia a dia, verdadeiramente apagando incêndios, pelo fato deste corpo técnico ser relativamente pequeno e a empresa como um todo estar completamente assoberbada de trabalho.
Desta forma, entendendo a origem de vossa preocupação, quero crer que o modelo adotado, apesar de ainda poder melhorar bastante, não tem viés entreguista ou coisa do gênero.

De qualquer modo fica o abraço do amigo Darlan. (Mayday... Mayday...)

Bráulio Wanderley disse...

Meu amigo, quanto tempo!!!

Sabemos que a visão de Estado atual corresponde a uma lógica desestatizante e social liberal, que caberia ao PT, caso queira abraçar tal ideário, ter humildade para fazer autocrítica congressual e expor ao conjunto de seus filiados e à sociedade uma possível alteração programática.

Não havendo clareza nos posicionamentos, o que aparenta é um engodo, um estelionato ideológico e a falta de clareza no debate fraterno sobre que modelo de sociedade nós estamos pautando a nossa disputa.

Somos mais um a abraçar os marcos do capital? Aparteantes de tucanos? O mal menor da mais valia? Ou uma alternativa estratégica para a ruptura? A construção classista para trabalhadoras e trabalhadores, negros, juventude, idosos, mulheres, minorias sexuais religiosas, dentre outros segmentos, os excluídos.

Cabe perguntar a quem interessa leiloar por R$ 15 bilhões uma riqueza estratégica inestimável, não apenas do ponto de vista financeiro, mas sazonal e esgotável?

A decisão sobre soberania ou submissão é política e não se atém a números ou dados técnicos. O povo brasileiro votou em Dilma por crer na defesa incensante da nossa soberania e no avanço da revolução democrática que se iniciou nos governos Lula, aos quais a companheira foi competente ministra das Minas e Energia e em seguida da Casa Civil.

Caso quiséssemos a lógica privatista teríamos escolhido Serra já em 2002.

Mande seu e-mail Amigo, assim poderemos manter nossos contatos sempre em dia.
brauliowanderley@uol.com.br

Um fraterno e forte abraço,

PS.: "É Ele... o álcoolllll man"!!! kkkkkkkkkkk
Negão.