21.9.13

ADIAR A VISITA AOS EUA E SUSPENDER O LEILÃO DE LIBRA: QUESTÕES DE SOBERANIA

Escrito por: João Antonio Felício, secretário de Relações Internacionais da CUT

 
Muito já se falou do complexo de “vira-lata” que acomete parcelas expressivas dos conglomerados privados de comunicação no Brasil. A constrangedora submissão desta mídia em favor dos interesses externos, comportando-se como estepe do imperialismo, ganhou contornos ainda mais expressivos diante da reação da presidenta Dilma à espionagem a que foram submetidos os seus ministros e ela própria.
A decisão de não viajar aos Estados Unidos neste momento é uma resposta firme e altiva da Presidência da República, em sintonia com as aspirações do povo brasileiro, frente à agressão do governo daquele país. Sem assumir responsabilidades nem esclarecer absolutamente nada, os EUA continuam tergiversando sobre as motivações da espionagem.  
No nosso entender, as graves denúncias de invasão aos dados da Petrobrás às vésperas do leilão do Campo de Libra, no pré-sal, potencializa o movimento surgido no país pelo seu cancelamento imediato.
Como alertam a Federação Única dos Petroleiros (FUP) e a Associação dos Engenheiros da Petrobrás (Aepet), a obtenção ilegal de informações estratégicas da Petrobrás facilita a vida das empresas concorrentes no mercado internacional de petróleo, como as norte-americanas Chevron e Exxon, a inglesa British Petroleum e a anglo-holandesa Shell.
Portanto, assim como o adiamento da viagem aos EUA, a suspensão do leilão de Libra neste momento é uma questão de soberania, de defesa dos interesses nacionais.

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