31.3.13

LÍDER DAS LIGAS CAMPONESAS GANHA MEMORIAL


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O Engenho Galileia, localizado em Vitória de Santo Antão, Zona da Mata pernambucana,  um dos principais símbolos da luta pela reforma agrária no País será alvo de uma justa homenagem. Ali, será lançada a pedra fundamental do Memorial das Ligas Camponesas do Brasil Francisco Julião, relembrando a luta do líder do movimento que revolucionou a luta do homem do campo pela reforma agrária
PE_247 - O Engenho Galileia, localizado em Vitória de Santo Antão, Zona da Mata pernambucana,  um dos principais símbolos da luta pela reforma agrária no País será alvo de uma justa homenagem. Ali, entidades da sociedade civil organizada, juntamente com integrantes do Comitê Estadual da Memória, Verdade e Justiça de Pernambuco, lançarão a pedra fundamental do Memorial das Ligas Camponesas do Brasil Francisco Julião, relembrando a luta do líder do movimento que revolucionou a luta do homem do campo pela reforma agrária. O evento, que acontece na próxima segunda-feira (1), marca a passagem da a 1ª Jornada pelo Direito a Memória, Verdade e Justiça no Campo.
Segundo Anacleto Julião, filho do líder do campesinato e que integra o Comitê, a iniciativa visa chamar a atenção para a situação do homem do campo. “É o resgate da história de luta dos camponeses, principalmente das Ligas”, disse ao Jornal do Commercio. Ele observou, ainda, que é preciso apurar as denúncias de crimes e abusos cometidos contra os camponeses. “Ainda não se ouviu o homem do campo. Aquele que foi assassinado não só pelo regime militar, mas por capangas que aproveitaram o golpe e fizeram muitas vítimas”, ressaltou.
A história das Ligas Camponesas no Brasil tem início em 1955, quando os moradores do Engenho Galileia fundaram a Liga, com o nome de Sociedade Agrícola e Pecuária dos Plantadores de Pernambuco (SAPPP). Em meio à luta de organização, os agricultores acabaram ameaçados de despejo e encontraram em Francisco Julião o seu maior defensor, tanto que acabou por tornar-se o líder do movimento que resultou no reconhecimento da instituição.
COMENTÁRIO DO BLOG: Nada mais justo a quem "na lei e na marra" combateu o latifúndio assassino e herdeiro de um Brasil colonial que estendia a senzala às novas relações de trabalho e de tudo fazia para limitar ou impedir a garantia de direitos às camadas camponesas. Francisco Julião merece ser eternizado pela sua luta, no dia em que o Brasil enfrentaria uma ditadura de 21 anos.

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