3.7.12

DILMA NÃO PODE SER OMISSA EM RELAÇÃO AO PT

Por Bráulio Wanderley

Dilma não está acima do bem e do mal.

A decisão da presidenta em não participar das campanhas eleitorais despolitiza o governo, não agrada ao PT, nem aos demais partidos "aliados", põe a presidenta numa posição de breve e inevitável isolamento congressual e fortalece candidaturas à sua sucessão que aparecem dentro da sua própria base.

Ao alegar que "a eleição é problema dos partidos", Dilma não poderá exigir defesa do PT ao seu governo em possíveis momentos de sufoco, já que se subentende que o governo será problema dela. Neste eixo podemos dizer a presidenta em 2014 que a sucessão dela é um problema do PT?

Dilma Rousseff não tem o direito de abusar da sua popularidade como um eufemismo caudilhista. O resultado positivo de seu governo é obra de milhões de brasileiros que por mais de 13 anos lutaram para levar o projeto do PT à presidência da República. 

O povo brasileiro deve avançar na (boa) politização de seu governo, apoiando aliados que compactuam com a transparência das contas públicas, com o combate à corrupção, com as obras que desenvolvem o Brasil o coloca no rol de potências emergentes. Este é um compromisso do Partido dos Trabalhadores, independente de quem esteja no governo, que não é um fim em si próprio, mas um instrumento transitório para uma verdadeira revolução democrática.

O governo sofre com uma base parlamentar frágil, camuflada pela popularidade pessoal da "gerente", mas é pertinente endossar que o povo deve ser agente construtor de seus rumos, agente transformador de sua realidade, ser convocado a participar da (boa) política e rifar os péssimos exemplos que ainda perduram nos cargos públicos, nomeados ou eletivos, em nome de uma nítida governabilidade sazonal.

A despolitização do povo é que o leva a confundir política-bem comum com politicagem-corrupção.

O PT não surgiu para ser refém do personalismo de ninguém, não surgiu para compactuar com a omissão, com a indiferença ou a covardia, seja de quem for. O PT deve ter um lado, o lado da classe trabalhadora, da juventude, das mulheres, das minorias e dos projetos coerentes que mudam o Brasil há 9 anos.

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