17.1.12

FUTEBOL AJUDA A PACIFICAR A COLÔMBIA

Projeto do PNUD com participação de organizações locais utiliza o esporte com o intuito de promover a paz entre crianças e jovens

Divulgação/PNUD

DO PORTAL PNUD


Com apenas 11 anos de idade, Kevin Dagua já está familiarizado com a guerra. Ao menor ruído de tiro, ele e sua família correm à procura de abrigo. Kevin mora no norte da região de Cauca, na Colômbia, uma das áreas mais afetadas pela disputa entre grupos armados, incluindo as FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), e o Exército Colombiano.

Recentemente, Kevin tem jogado futebol pela En La Jugada (Na Jogada), um projeto da Fundação Talentos. A organização faz parte da Rede Futebol e Paz promovida pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) na Colômbia.

“Kevin mora em uma área complicada. Mas ele realmente gosta de futebol e tem desenvolvido um forte senso de identidade com o seu povo”, explicou Eduardo Albero Molina, coordenador da Fundação Talentos. “Através da arte, do futebol e da socialização, nós ajudamos a prevenir que crianças e jovens participem de atividades ilegais e de gangues ou que se envolvam com as guerrilhas”, acrescentou.

Criada em 2010 pelo PNUD, a Rede Futebol e Paz visa criar uma rede aberta de organizações que utilizam o futebol para promover a coexistência, a reconciliação e a paz entre crianças, adolescentes e jovens adultos. Aproximadamente 25 mil crianças, adolescentes e jovens adultos participam dos programas oferecidos por várias fundações, associações e instituições da rede.

As organizações que participam da Rede Futebol e Paz têm objetivos similares de tolerância e solidariedade. Elas trabalham com crianças, adolescentes e jovens adultos por meio do esporte, principalmente o futebol, para promover o estabelecimento da paz e prevenir o abandono, o abuso de drogas e a violência doméstica e de gênero.

“A vantagem do futebol é que quase todo mundo pode jogar com a mesma bola”, disse o professor Marzola, de Cartagena, que vem se dedicando nos últimos 20 anos ao trabalho com crianças e adolescentes de bairros pobres. “É tão dificil quando se vê todo o esforço que uma criança fez para ter sucesso, em meio a um ambiente que cria armadilhas e os puxa de volta para baixo. Mas também muitos deles voltam e acabam jogando no mesmo time que seus antigos inimigos”, acrescentou.

“Para nós o importante não é formar ótimos jogadores de futebol. Nós queremos usar o jogo para canalizar um sentimento de pertencimento, de autoestima e de desenvolvimento pessoal para garotos e garotas que participam com o intuito de protegê-los e de fortalecer suas famílias e comunidades”, disse Natalia León, da Fundação Futebol com Coração, uma organização envolvida com a Rede Futebol e Paz
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