26.9.11

EDUCAÇÃO COMO GASTO, COPA COMO PRIORIDADE

Por Bráulio Wanderley


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Num país em que se celebram gols e jogadores com salários milionários, o que poderia se esperar quando o assunto é copa? A indignação por levar uns esporros da FIFA beira o ridículo! Pois, "não podemos atrasar as obras da copa", mas podemos defasar nosso soberbo avesso quadro educacional.

Não é absurdo ter um piso de R$ 1.179,80 e governadores e prefeitos chorando pra não pagá-lo, afinal, professores não tem empreiteiras pra financiar os caixas 2 destes (indi)gestores. Destarte, não é imoral ver escolas sucateadas, alunos matando professores e se matando, tragédias cotidianas abafadas pelo pão e circo da copa.

Operários fazem (justas) greves em prol de melhores salários e condições de trabalho nos estádios e de pronto são atendidos. No governo tucano mineiro, pra ficar nesse (mau) exemplo, professores estão em greve há mais de CEM dias e permanecem SEM salários e abaixo do piso nacional da categoria.

Mas vergonha mesmo é atrasar a copa. O que dirá a comunidade internacional? ÓH! E a nossa imagem? ÓH! Porém, deixa esculhambar a educação, o desmantelo já é grande mesmo e ninguém quer saber que só estamos acima de Moçambique nas notas de conhecimento matemático. Isso sim deveria ser absurdo, pois como sede do futebol, nem contar gols nossos peladeiros saberão somar num futuro breve.

Neste placar, futebol e Educação se igualam no ZERO a ZERO.

Semana passada celebraram a contagem regressiva dos 1000 DIAS que faltam para a Copa no Brasil, ops, BraZil! Nossa contagem progressiva já está em mais de 1000 ANOS de atraso na educação do Brasil, este sim com S.

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