27.8.11

REVISTA VEJA E O ANTI-JORNALISMO

Por Bráulio Wanderley

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A revista Veja, da família Civita, dá um péssimo exemplo de jornalismo.


Ferindo qualquer conceito de moral e ética, induz seu funcionário, recuso-me a tratar esse elemento como jornalista em respeito aos demais pelo país a fora, a invadir a vida privada do ex-ministro José Dirceu.


Não há códigos de ética. Simplesmente a Editora Abril, na ânsia de vender mais exemplares e retomar assinaturas perdidas tanto quanto sua credibilidade, tenta desesperadamente criar mais um factóide anti-petista.

Levanto, portanto, alguns questionamentos:

* Qual seria o problema em marcar uma entrevista com o ex-ministro?

* Mesmo que se negasse a conceder entrevista ou declaração, José Dirceu estaria ferindo algum direito de qualquer cidadão?

* Estaria a Veja procurando mais uma "herança de Lula" para a presidenta Dilma?

A matéria é um espetáculo de cinismo e canalhice que macula o autêntico jornalismo brasileiro. Tenta de modo frustrado se assemelhar aos tablóides britânicos, criando sensacionalismos sem fundamentos, sem autorização, sem fonte legal, sem caráter.


Não tenho procuração para defender o ex-ministro José Dirceu. Discordo de muitas de suas posturas, mas repugno a Veja e sua apelação como vendedora de manchetes, ausência de conteúdo e excesso de anunciantes.


Quase 40% da revista é só propaganda, não pagamos pra anunciantes ou matérias nitidamente pagas, e sim para informação de qualidade, coisa rara neste órgão que se diz de imprensa.

Imagino agora o papel safado, como se diz aqui no Nordeste, que o "jornalista" se prontificou e me pergunto se ele tem vergonha em contar aos seus filhos uma lição de ética, quando o mesmo desconhece e fere tal princípio.


Alguém que age como "pau-mandado" da organização Civita, dando nome falso, sacando fotos e filmagens escondido, além de inventar declarações, não merece respeito.

Mais uma vez a Veja pede para não ser vista.

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