25.7.11

POSSÍVEL QUADRO DE PETROLINA EM 2012

Por Bráulio Wanderley

A sucessão da prefeitura de Petrolina já começou, mesmos personagens e posturas distintas.

O atual prefeito Júlio Lóssio (PMDB) já considera a possibilidade de disputar a reeleição. Sua aproximação com o governo Dilma Rousseff por meio do vice-presidente Michel Temer minimiza a pouca relação com o Palácio do Campo das Princesas.

Além desse elemento que possibilita o envio de recursos para a Cidade, Lóssio está de namoro com o PT local, por meio da deputada estadual e presidente do partido, Isabel Cristina, fato que atrapalha essa 'união' é a relação do prefeito com o DEM e o PSDB, partidos que estão fora da política de aliança petista por orientação do seu diretório nacional.

Lóssio era um azarão em 2008, hoje, o quadro é outro.

O PSB, sempre ele, continua dividido entre seus grupos, com o agravante de que se em 2008 havia uma 'eleição certa', o quadro de indefinição interna pode causar alguns transtornos.

O deputado federal Gonzaga Patriota ao que aparenta não desistiu do seu sonho em administrar o Município, porém, ao contrário de 2008, quando o processo correu frouxo e o governador Eduardo Campos engoliu sua maior derrota no estado, dessa vez escolha do nome vai passar pelo seu crivo, ainda mais na condição de presidente nacional do PSB.

Sentindo que pode correr o risco de perder outra disputa interna, o ex-prefeito e atual deputado estadual, Odacy Amorim, costura a possibilidade de mudar de legenda. Para isso são necessárias algumas cautelas:

1. Sair do PSB sem romper com o governo do estado e muito menos com o ministro Fernando Bezerra Coelho;
2. Ir para uma legenda que lhe dê o devido suporte: tempo de guia eleitoral, possibilidade de alianças com outros partidos e uma chapa competitiva à Câmara de vereadores;
3. Na iminência de trocar de legenda, prazo que estipulou até setembro caso o PSB não decida "o nome", Odacy deve acordar com o governador a manutenção do seu mandato na ALEPE, a fim de ser cassado por infidelidade partidária.

O deputado federal Fernando Coelho Filho é outro nome do PSB. Tem sobre si um sobrenome forte e histórico sobre a Cidade, além do cacife do pai, porém, ainda não se sabe se é o momento dele enfrentar os palanques e o corpo-a-corpo numa disputa majoritária.

O nome que poderia "unir" o PSB seria o do secretário estadual de Agricultura, Ranílson Ramos, porém mesmo sendo o predileto do governador, incide sobre ele o desgaste de nem ter conseguido se eleger vereador em 2008, fato que o levou a desistir de um mandato na Assembleia Legislativa no ano passado.

O PT pode ter a chance de abraçar Odacy, seria o único meio do partido voltar a difundir o número 13 desde 1996, haja vista a pouca possibilidade da deputada Isabel Cristina cogitar a disputa majoritária.

Possivelmente, até pelos poucos nomes disponíveis, o DEM vai com Lóssio, assim como o PSDB.

O PSOL deve lançar candidatura própria, a fim de demarcar seus votos à esquerda.

Mais novidades daqui pra setembro quando se encerra o prazo de mudança de legenda.

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