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31.8.10

O COLAPSO POLÍTICO DO PROJETO DO PSDB NO BRASIL

Sem programa, sem agenda e sem candidato com cara definida, o PSDB arrasta-se pela campanha à espera de um milagre e com um objetivo central: não perder o controle de São Paulo, onde sua blindagem também começa a fazer água.

O crescimento do candidato do PT, Aloisio Mercadante, já detectado por pesquisas, acendeu a luz vermelha no quartel general tucano. Mudando de identidade e de estratégia a cada semana, campanha de Serra dá sinais de desespero e tenta se agarrar em velhas denúncias requentadas. Desorientação tucana é expressão do colapso da agenda política do PSDB para o país.

Por que, na contramão da maré nacional, os tucanos ainda são fortes em São Paulo? A pergunta, feita pelo sociólogo Emir Sader em seu blog nesta página, expressa a percepção cada vez mais forte de que o PSDB ingressou em uma fase de acentuado declínio. Se esse declínio é de longo, médio ou curto alcance só o tempo dirá.

Mas há fatos que apontam para o fim de um ciclo político ou, ao menos, o fim de uma agenda política e econômica que, no Brasil, foi abraçada principalmente pelo PSDB. Um deles é o fato de o candidato tucano à presidência da República, José Serra, ter sido ultrapassado pela candidata Dilma Rousseff (PT) em São Paulo, o reduto mais forte do PSDB e maior colégio eleitoral do país com cerca de 30 milhões de eleitores.

Segundo o Instituto Datafolha, Dilma tem 41% das intenções de voto em São Paulo, contra 36% de Serra. Na pesquisa anterior do mesmo instituto, Dilma tinha 34% e Serra, 41%. A candidata do PT também ultrapassou Serra no Rio Grande do Sul e no Paraná. No Estado governado pela tucana Yeda Crusius, Dilma passou de 35% para 43%, enquanto Serra caiu de 43% para 39%. De modo similar, no Paraná, a candidata do PT saltou de 34% para 43% e Serra caiu de 41% para 34%.

Dilma Rousseff também está na frente dos dois maiores colégios eleitorais depois de São Paulo. Em Minas, passou de 41% para 48% (Serra caiu de 34% para 29%) e no Rio de 41% para 46% (Serra caiu de 25% para 23%). No plano nacional, ainda segundo o Datafolha (último instituto a apontar a ultrapassagem de Dilma sobre Serra), a candidata petista tem 49% das intenções de voto, contra 29% de Serra. Esses números correspondem à pesquisa divulgada pelo Datafolha dia 26 de agosto.

Curitiba é hoje a única das grandes capitais do país onde Serra tem vantagem (40% x 31%), mas mesmo aí a diferença vem caindo. Repetindo indicadores e tendências que vêm sendo apontadas por outros institutos (como Vox Populi, Sensus e Ibope), Dilma cresce em quase todos os segmentos do eleitorado.

O início da propaganda eleitoral no rádio e na televisão, que era considerado um trunfo pela campanha de Serra, só fez a vantagem de Dilma aumentar. Na pesquisa realizada pelo Datafolha, 54% dos entrevistados disseram que o programa de Dilma é melhor e que ela tem um melhor desempenho na TV. Serra ficou com apenas 26% de apoio neste quesito. Além disso, a percepção de vitória da candidata governista só aumenta: ainda segundo o Datafolha, 63% dos eleitores acreditam que Dilma vencerá a eleição presidencial.

O fim da Terceira Via

A queda de Serra, para além dos problemas que sua candidatura enfrenta na campanha eleitoral, expressa o declínio da agenda política do PSDB no Brasil. O fato de Serra esconder o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e utilizar a figura do presidente Lula em seu programa é a confissão de derrota de um programa. Uma derrota que não se limita ao caso brasileiro.

O cientista político José Luís Fiori associa esse declínio ao fracasso da agenda da chamada Terceira Via em todo o mundo (ler artigo nesta página):

O que mais chama a atenção não é a derrota em si mesma, é a anorexia ideológica dos dois últimos herdeiros da “terceira via”. Não se trata de incompetência pessoal, nem de um problema de imagem, trata-se do colapso final de um projeto político-ideológico eclético e anódino que acabou de maneira inglória: o projeto do neoliberalismo social-democrata.

Campanha sem identidade

Essa é a chave para compreender a desorientação da campanha de Serra, que muda de cara todas as semanas. Já tivemos o Serra bonzinho, o malvado, o seguidor de Lula, o destruidor do Mercosul. A cada pesquisa e a cada ampliação da vantagem de Dilma muda a estratégia da campanha tucana. A mais recente é tentar ressuscitar o caso fraudulento de um suposto dossiê que teria sido elaborado por pessoas ligadas ao PT.

Nos últimos dias, a denúncia foi requentada e voltou para as páginas dos jornais e para o programa de Serra. No contexto atual, é um tiro no pé, visto que evidencia o clima de desespero que vai tomando conta do PSDB.

Desespero acentuado pela situação do partido em nível nacional, onde seus candidatos escondem Serra de suas propagandas na TV, no rádio e mesmo em panfletos. Um dos casos mais patéticos ocorre no Rio Grande do Sul, onde a governadora tucana Yeda Crusius omite o nome de Serra de suas falas no rádio e na TV. Serra, por sua vez, não faz questão de aparecer ao lado de Yeda, que ostenta quase 50% de rejeição do eleitorado nas pesquisas que vêm sendo divulgadas.

Sem programa, sem agenda e sem candidato com cara definida, o PSDB arrasta-se pela campanha à espera de um milagre e com um objetivo central: não perder o controle de São Paulo, onde sua blindagem também começa a fazer água. O crescimento do candidato do PT, Aloisio Mercadante, já detectado por pesquisas, acendeu a luz vermelha no quartel general tucano.

Fonte: Carta Maior

DEBATE ELETRÔNICO ENTRE OS CANDIDATOS DO PCO, PCB, PSOL E PSTU

Por Bráulio Wanderley

Camaradas,

As eleições deveriam prestigiar aos eleitores as plataformas de todos os candidatos ao cargo máximo da República, sendo assim, reproduzimos abaixo as notas do PCO e do PCB com relação à realização de um debate eletrônico entre os candidatos do PCO, PCB, PSTU e PSOL.

Nosso blog é um espaço aberto às discussões de todas as linhas de socialismo. Ressalto que sou um comunista militante do Partido dos Trabalhadores, apoio a candidatura da Camarada Dilma Rousseff, mas não repudio o direito da democracia proletária em expor nossas puralidades e aquilo que estrategicamente nos une, por mais que alguns vejam o PT, na sua totalidade, como mais um partido da burguesia, visto que não o é pois ainda há aqueles que lutam no cotidiano pelo socialismo e pela classe operária.

Saudações Socialistas.

http://sepenuceosaogoncalo4.ning.com/forum/topic/show?id=3451330%3ATopic%3A7417&xgs=1&xg_source=msg_share_topic

30.8.10

EX-MENINA DE RUA DE SÃO PAULO ESTUDA MEDICINA EM CUBA

FONTE: BALAIO DO KOTSCHO

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Graças a alguns “papa-hóstias”, como costumo chamar meus amigos da igreja, fiquei sabendo da história dela durante um agradável almoço na Feijoada da Lana, na Vila Madalena, a melhor da cidade. Repórter vive disso: tem que andar por aí, conversar com todo mundo para descobrir as novidades, ficar sabendo de personagens cuja vida vale a pena ser contada.


É este o caso da jovem Gisele Antunes Rodrigues, de 23 anos, ex-menina de rua de São Paulo, nascida em Ribeirão Pires, que deu a volta por cima e hoje está no terceiro ano de Medicina. Detalhe: ela estuda no Instituto Superior de Ciências Médicas de La Habana, em Cuba, onde estão matriculados outros 275 brasileiros.

Gisele veio passar as férias no Brasil e, na próxima semana, volta a Cuba. Como ela foi parar lá? Ninguém melhor do que a própria Gisele, que escreve muito bem, para nos contar como é a vida lá e como foi esta sua incrível travessia das ruas de São Paulo até cursar uma faculdade de Medicina em outro país.

A meu pedido, Gisele enviou seu depoimento nesta sexta-feira e eu pedi autorização para poder reproduzí-lo aqui no Balaio. Tenho certeza de que esta comovente história com final feliz pode servir de estímulo e inspiração a outros jovens que vivem em dificuldades.

Para: Ricardo Kotscho

Olá!!!

Autorizo o senhor a publicar essa história. Caso deseje, pode corrigir os erros. Mas, por favor, sem sensacionalismo. Tente seguir mais o menos o texto abaixo. Desculpa por escrever isso, mas eu já tive problemas.


Gosto do seu blog, vou tentar acessar nele em Cuba.

Abraços

Gisele Antunes

***

Só mais uma brasileira

Saí de casa com 9 anos de idade porque minha mãe espancava eu e meu irmão. Não tínhamos comida, o básico para sobreviver. Meu pai nunca foi presente. É um alcoólatra que só vi duas vezes na vida. Minha mãe é uma mulher honesta, mas que não conseguia educar seus filhos. Já foi constatado que ela tem problemas mentais.

Ela trabalhava como cigana na Praça da República. Quando eu fugi de casa segui esse caminho, e encontrei uma grande quantidade de meninos e meninas de rua. Apresentei-me a um deles, este me ensinou como chegar em um albergue para jovens, e a partir desse momento passei a ser menina de rua. Só comparecia nessa instituição para comer, tomar banho e ter um pouco de infância (brincar). No meu quinto dia na rua, comecei a cheirar cola e depois maconha.

Alguns educadores preocupados com a minha situação tentavam me orientar, mas de nada valia. Foi quando me apresentaram a uma religiosa, a irmã Ana Maria, que me encaminhou para um abrigo, o Sol e Vida. Passei uns três anos lá e deixei de usar dogras. Esta instituição não era financiada pelo governo. Quando foi fechada, me encaminharam a outros abrigos da prefeitura, entre eles o Instituto Dom Bosco, do Bom Retiro. E assim foi, até os 17 anos.

Para alguém que usa droga, não era fácil seguir regras. Foi por muita persistência e um ótimo trabalho de vários educadores que eu consegui deixar a drogas, sair da desnutrição e recuperar a saúde após anemia grave.

Na infância, era rebelde, não queria aceitar a minha situação. Apenas queria ter uma família. Mas havia algo que eu valorizava _ a escola e os cursos que eu fazia na adolescência. Aos 14 anos de idade, comecei a jogar futebol, tive a minha primeira remuneração. Aos 16 anos, entrei em uma empresa, a Ericsson, que capacitava jovens dos abrigos para o mercado de trabalho. Essa empresa financiou meu curso de auxiliar de enfermagem e o inicio do técnico. O último não foi possível concluir.

Explico: existe uma lei nas instituições públicas segunda a qual o jovem a partir dos 17 anos e 11 meses não é mais sustentado pelo governo, tem que se manter sozinho. Como eu não tinha contato com a minha família, quando se aproximou a data de completar essa idade, entrei em desespero.

A sorte foi que a entidade, o Instituto Dom Bosco Bom Retiro, criou um projeto denominado Aquece Horizonte. Este projeto é uma república para jovens que, ao sair do abrigo, podem ficar lá até os 21 anos. Os coordenadores e patrocinadores acompanham o desenvolvimento do jovem neste período de amadurecimento.

As regras mais básicas da república são: trabalhar, estudar e querer vencer na vida. No segundo ano de república, eu desejava entrar na universidade, mas sabia que não tinha condições de pagar a faculdade de enfermagem ou conseguir passar na universidade pública.

Optei então por fazer a faculdade de pedagogia. É uma área que me encanta, e a única que podia pagar. No primeiro semestre da faculdade de pedagogia, um educador do abrigo, o Ivandro, me chamou pra uma conversa e me informou sobre um processo seletivo para estudar medicina em Cuba. Fiquei contente e aceitei participar da seleção.

Passei pelo processo seletivo no consulado cubano e estou desde 2007 em Cuba. Dou inicio ao terceiro ano de medicina no dia 06 de setembro de 2010. São 7 anos no país, sendo 6 de medicina e um de pré-médico.

Ir a Cuba foi minha maior conquista. Além de aprender sobre a medicina, aprendo sobre a vida, a importância dos valores. Antes de ir, sempre lia reportagens negativas sobre o país, mas quando cheguei lá, não foi isso que vi. Em Cuba, todos têm direito a educação, saúde, cultura, lazer e o básico pra sobreviver.

Li em muitas revistas que o Fidel Castro é um ditador, e descobri em Cuba, que ele é amado e idolatrado pelos cubanos. Escrevem que Cuba é o país da miséria. Mas de que tipo de miséria eles falam? Interpreto como miséria o que passei na infância. Em casa, não tinha água encanada, luz, comida.

Recordo que tinha dias em que eu, meu irmão e minha mãe não conseguíamos nos levantar da cama devido a fraqueza por falta de alimento. Tomávamos água doce pra esquecer a fome. Então, quando abro uma revista publicada no Brasil e nela está escrito que Cuba é um país miserável, eu me pergunto: se em Cuba, onde todos têm os direitos a saúde, educação, moradia, lazer e alimento, como podemos denominar o Brasil?

Temos um país com riqueza imensa, que conquistou o 8º lugar no ranking dos países mais ricos, mas sua riqueza se concentra nas mãos de poucos, com uns 60 % da população vivendo em uma miséria verdadeira, pior que a miséria da minha infância.

Cuba sofre um embargo econômico imposto pelos estados Unidos por ser um país socialista e é criticado por outros governos. No entanto, consegue dar bolsa para mais de 15 mil estrangeiros de vários países, se destaca na área da saúde (gratuita), educação (colegial, médio, técnico e superior gratuito para todos) e esporte (2º lugar no quadro de medalhas, na historia dos Jogos Panamericanos), é livre de analfabetismo.

A cada mil nascidos vivos morrem menos de 4. Vivenciando tudo isso, eu queria também que o Brasil fosse miserável como Cuba, como é escrito em varias revistas. Acho que o brasileiro estaria melhor e não seria tão comum encontrar tantos jovens sem educação, matando, roubando e se drogando nas ruas.

Vou passar mais quatro anos em Cuba e não quero deixar o curso por nada. Desejo concluir a faculdade e ajudar esse povo carente que sonha com melhoras na área da saúde, quero ajudar outros jovens a realizar os seus sonhos , como me ajudaram. Também pretendo apoiar meu irmão, que deseja estudar direito.

Tenho meu irmão como exemplo de superação. Saiu de casa com 13 anos de idade, mas não foi para uma instituição governamental. Morou em um cômodo que seu patrão lhe ofereceu. Enquanto eu estudava e fazia cursos, ele estava trabalhando para ter o pão de cada dia. Hoje, ele é um homem com 25 anos de idade, casado e tem uma filha linda, e mesmo assim encontra tempo pra me apoiar e me dar conselhos.

Foi muito bom visitar o Brasil. Depois de longos 13 anos tive um tipo de comunicação com a minha mãe. Isso pra mim é uma vitoria. Quero estar próxima dela quando voltar.

Conto um pouco da minha história, mas sei que muitos brasileiros ultrapassaram barreiras piores, até realizarem seus sonhos. Peço ao povo brasileiro que continue lutando. É período de eleições, peço também que todos votem com consciência, escolha a pessoa adequada pra administrar o nosso país tão injusto.

Gisele Antunes Rodrigues

Ser culto é o único modo de ser livre (José Martí)

FILOSOFIA, POR NOEL ROSA

Por Bráulio Wanderley

Camaradas,

Sempre postamos um espaço especial ao nosso grande Chico Buarque de Holanda, mas justiça seja feita, um grande poeta não pode passar despercebido, nosso querido NOEL ROSA.

Em 26 anos de vida, boêmia, foram quase 300 composições que retratavam a incipiente vida urbana do Rio de Janeiro, então Capital Federal, além dos 'malandros' de então, suas amantes e suas amadas, as rodas de botequim e a alegria dos carnavais.

Abaixo uma linda composição de Noel, FILOSOFIA, na voz de veludo de Paulinho da Viola.

http://www.youtube.com/v/-VR0mmuacW4?fs=1&hl=pt_BR">

29.8.10

TRABALHO DE JOÃO PAULO É RECONHECIDO EM PETROLINA

Trabalho de João Paulo é reconhecido em Petrolina

O ex-prefeito João Paulo 1333, candidato a deputado federal, cumpriu uma intensa agenda em Petrolina, neste fim de semana, acompanhado de militantes do PT na região e de lideranças comunitárias dos núcleos das áreas irrigadas, onde vivem 62 mil famílias. “O ex-prefeito é muito conhecido nesta parte do Sertão pernambucano e sairá daqui com uma expressiva votação dos petrolinenses”, afirmou Geraldo da Acerola, uma das principais lideranças do PT no município.

A jornada de João Paulo em Petrolina começou no sábado (28), logo ao desembarcar no Aeroporto. Ali foi recebido por eleitores, tirou fotos e deu autógrafos. Em seguida, dirigiu-se para o núcleo 9 da área irrigada, onde visitou moradores e discursou em frente ao seu comitê conjunto com candidato a deputado estadual Múcio Magalhães 13133 (PT). “Não vim apenas pedir votos", observou João Paulo. “Quero ter um projeto para a cidade e estarei de volta após as eleições para discutir as carências da população dessa área”.

Na manhã desde domingo (29) a agenda foi movimentada, começando às 7h, quando João Paulo, Múcio Magalhães e a comitiva petista caminharam pela feira da Areia Branca, a maior de Petrolina. Ao percorrer as barracas dos feirantes, o candidato ficou surpreendido ao descobrir que quase todas as pessoas tinham conhecimento de seu trabalho como prefeito do Recife.

“Vou votar em você porque sei como o senhor governou a capital”, disse o feirante Arnaldo Gouveia Granja. “Mas cobrarei resultados de sua ação no Congresso lá em Brasília”. No mesmo local, a vendedora de acarajé Lurdes Silva garatiu o voto a João Paulo. “Para trabalhar com Petrolina não é preciso ser da região. O mais importante é assumir compromisso com o povo daqui”, opinou.

A passagem do candidato por Petrolina terminou na tarde do deste domingo com uma grande caminhada no bairro João de Deus.

27.8.10

RORIZ, ARRUDA, PSDB E DEM JUNTOS DE NOVO

DO BLOG DO ZÉ DIRCEU

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José R. Arruda
Ao eleitor de Brasília nunca é demais lembrar que o PSDB, agora tem como candidato a governador Joaquim Roriz (PSC). Os tucanos apoiavam o ex-governador José Roberto Arruda (único do DEM no país) até ele cair e ficar dois meses preso na Polícia Federal (PF) por protagonizar aquele escândalo do pagamento de propina a aliados.

Roriz é o candidato dos tucanos ao governo do Distrito Federal (DF) pela coligação PSC-PSDB e outras legendas. O PSDB apoiava integralmente Arruda até ele cair em desgraça. O ex-governador era visto como candidato a vice-presidente da República preferido por José Serra, que disputa o Planalto pela coligação PSDB-DEM-PPS.

Os tucanos, que antes apoiavam Arruda, agora têm como candidato a governador Joaquim Roriz. Ou seja, estão juntos, de novo e como sempre estiveram, Arruda, Roriz, o PSDB e o DEM. Ainda que Roriz não queira que ninguém saiba disso, porque Serra praticamente já perdeu a eleição. E nem Serra e tucanato queiram Roriz em seus palanques em Brasília - se é que ainda vão promover algum ato de campanha da oposição no DF. Os dois lados disfarçam, mas não cola.

26.8.10

A TRAÍRA VELHA SE DEBATE

POR BRIZOLA NETO, DO BLOG TIJOLAÇO



Acho que se, um dia, quiserem rebatizar Judas Iscariotes, bem que poderiam botar nele o nome de Roberto Freire. Na verdade, em favor (?) de Freire talvez se possa dizer que Iscariotes traiu pelos 30 denários romanos.

Freire trai de graça, ou quase, pela sua absoluta falta de caráter. Tomou o que restava do Partido Comunista de Luís Carlos Prestes, um homem que, como disse certa vez o direitista Cordeiro de Farias, não era qualquer um que podia criticar. Quando esteve junto com o PDT, na campanha de Ciro, meu avô tinha horror de ter de falar com ele. A política, por vezes, obriga a certa coisas…

Hoje, todos sabemos que Freire não tem a marca do traidor, ele próprio é a traição. Ele perdeu todo e qualquer pudor de se entregar ao interesse das elites, da direita, do conservadorismo.
É um coronel sem votos, que sobrevive de emprestar sua repugnante expressão a qualquer causa antipovo.

Hoje, escreveu um editorial publicado pela Folha, com direito a chamada na capa e a uma imensa ilustração na terceira página do jornal paulista, onde comenta seu apoio a José Serra e compara os dois mandatos de Lula ao “autoritarismo eleitoral” que, diz ele, regia o México antes das reformas políticas dos anos 70/80.

E aí destila seu ódio ao retorno do estado ao processo econômico, à retomada de políticas desenvolvimentistas, às políticas sociais que chama de “assistencialistas”. Só ao fim, revela exatamente o que quer, dizendo que é a “alternância de poder”. Que alternância de poder é essa, senhor Freire, que se dá com a volta de um grupo que, com o seu apoio, afundou o Brasil, vendeu nosso patrimônio e nossas riquezas, arrochou salários e desempregou pais de família?

Alternância de poder é o que está acontecendo agora, quando temos um governo que busca renacionalizar o petróleo, que eleva o salário mínimo, que repotencializa o mercado de consumo e a produção da indústria brasileira.

Um dos orgulhos do PDT é ter, no final de sua vida, acolhido o grande brasileiro Luís Carlos Prestes, a quem homenageamos com uma presidência de honra. E posso acrescentar que é um outro enorme orgulho estar do lado oposto de Roberto Freire. E saber que ele, entre outros, é um que o povo brasileiro vai varrer, nestas eleições, para o monturo da História.

COMENTÁRIOS DO BLOG: A ESQUERDA NUNCA PERDOA OS SEUS DETRATORES. ROBERTO FREIRE CONSTRUIU SUA CARREIRA SOB O MARTELO E A FOICE DO VELHO PARTIDÃO, ORGANIZADO NO MDB. DEPUTADO POR VÁRIAS LEGISLATURAS, COM VOTOS DE OPINIÃO DE QUEM O VIA COMO UMA OPÇÃO DE VANGUARDA. MAS O MAIOR ERRO DE FREIRE FOI A INDECÊNCIA DE TER USADO O ROMPIMENTO DO PPS COM O GOVERNO LULA PARA FICAR MAIS À VONTADE COM QUEM ELE JÁ ENTRAVA ESCONDIDO EM SEUS BANQUETES, O PSDB E O PFL, TANTO QUE LIDEROU O GOVERNO ITAMAR NA CÂMARA E INDICOU RAUL JUNGMAN AO MINISTÉRIO DE FHC, FAZENDO POUCO OU NENHUM CASO DAS ORGIAS PRIVATISTAS NEOLIBERAIS.

DERROTADO EM 2002, CIRO GOMES LEVOU O PPS A APOIAR LULA NO 2º TURNO, SE DEPENDESSE DE FREIRE, TERIA APOIADO SERRA. VALE LEMBRAR QUE FREIRE CHAMAVA ARRAES DE 'ATRASO DE PERNAMBUCO', MAS FOI ATRAVÉS DELE QUE SE ELEGEU SENADOR EM 1994, TENHO HOJE O ARREPENDIMENTO DE TER VOTADO NELE NA PRIMEIRA ELEIÇÃO DA MINHA VIDA. A HISTÓRIA DÁ O TROCO, TANTO QUE NÃO TENTOU A REELEIÇÃO EM 2002 E QUASE NÃO CONSEGUE SEQUER O ÚLTIMO MANDATO DE DEPUTADO FEDERAL.

HOJE, TENTA SE ELEGER ILUDINDO O POVO DE SÃO PAULO COM O DISCURSO FALSO DA NOVA ESQUERDA. NA VERDADE, UMA TENTATIVA DE DAR UMA CARA DE DIREITA RENOVADA COM DISCURSO DEMOCRÁTICO.

MAIS DE 220 CIDADES DO BRASIL NÃO VÃO RECEBER LIVROS DIDÁTICOS EM 2011

UOL EDUCAÇÃO

Um balanço do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação) obtido pelo UOL Educação mostra que 222 municípios do país não vão receber livros do PNLD (Programa Nacional do Livro Didático) em 2011. Estas cidades ou perderam o prazo para enviar os termos de adesão -30 de junho deste ano- ou não se interessaram pelo programa e vão usar, por exemplo, apostilas.

* Veja a lista das cidades e entidades

No ano que vem, o MEC (Ministério da Educação), a quem o FNDE está vinculado, vai distribuir livros principalmente para as séries finais do ensino fundamental, além dos de reposição para as outras etapas. Pela primeira vez, as secretarias de educação municipais e estaduais, além de outras entidades (como escolas federais) precisaram preencher um termo de adesão para entrarem no programa. Até o ano passado, os livros eram enviados de acordo com número de alunos apontado no censo escolar.

São Paulo é o Estado, disparado, com o maior número de municípios fora do programa: 146. Minas Gerais em segundo, com 19 e o Maranhão, em terceiro, com oito. Há mais 16 instituições, como centros federais de tecnologias e colégios militares, que ficarão de fora. No total, 238 entidades não vão receber os livros didáticos.

Em SP, a maioria está trocando o material do PNLD por apostilas e as utilizando na rede pública. O custo por aluno, neste caso, pode chegar a R$ 170. Pelo programa do livro didático, cada livro sai, em média, por R$ 6. Em 2009, foram gastos pelo governo federal R$ 577,6 milhões na compra de livros.

COMENTÁRIOS DO BLOG: EM PERNAMBUCO, SÓ UMA ESCOLA, O COLÉGIO DOM AGOSTINHO IKAS, EM SÃO LOURENÇO DA MATA.

DESDE QUANDO UMA APOSTILA É MAIS ABRANGENTE QUE UM LIVRO? O ESTADO DE SÃO PAULO É ADMINISTRADO PELO PSDB HÁ 16 ANOS. AJUDE A MUDAR ESSES QUE TRATAM A EDUCAÇÃO COMO DESPESA.
MERCADANTE 13

FRASE DO SÉCULO

Enviada por e-mail pelo meu amigo e aluno de administração Adriano Cruz.

"O HORÁRIO POLÍTICO É O ÚNICO MOMENTO EM QUE OS LADRÕES FICAM EM CADEIA NACIONAL."


FRASE PREMIADA DA ESCOLA PRESIDENTE GETÚLIO VARGAS, ARACAJU-SE.

25.8.10

A GRANDE OBRA CONTINUA, SÓ DEPENDE DE VOCÊS: JOÃO PAULO 1333

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SIMPLESMENTE PAGU

Por Eliza Gregio

Perseverante, audaciosa e determinada.
Um olhar impetuoso de uma águia
O sol lhe aquece! Fortalece-lhe! E hora?!
Olha para o horizonte onde não vê limites.
Uma ave com coração árduo de mulher
voa livre, absolutamente desnuda para vida.
Sua pele sente a velocidade do vento.
Chega à frente do seu tempo e grita forte.
como se pudesse colorir seu mundo cinza.
Traz em seus braços um buquê de sonhos;
entre gostos e desgostos deleitam-se suas vontades
Muitas vezes em uma gaiola, como um pássaro sobrevive
Entre lagrimas e sorrisos. Ouve-se longe seu grito! Liberdade!
Compara-se com a força de um homem, nada lhe amedronta.
É torturada. Sem medo mostra sua história nua e crua.
Seu lado poeta se revela para todos em delírios.
Em seus sonhos não existem obstáculos.
Arrebente as correntes dos grilhões da história!
Mostra a cara sem medo e chora!

23.8.10

TÁ DIFICIL SERRA...


PARÁ: CANDIDATO TUCANO PEDE À JUSTIÇA CENSURA A BLOG

O ex-governador e candidato Simão Jatene (PSDB) conseguiu liminar da justiça para censurar o blog da jornalista Franssinete Florenzano (veja aqui), depois dizem que o PT quer controlar a imprensa! Confira o que diz ela:

Acabo de tomar ciência de que a Coligação Juntos com o Povo, encabeçada por Simão Jatene (PSDB), representou contra mim e obteve uma liminar - antes de sequer eu ser ouvida - determinando que apague o post do meu blog em que comentei sondagem interna do PT - com o devido esclarecimento de que não se tratava de pesquisa oficial e apontando Jatene à frente com 2% (!). Jatene pede, ainda, minha condenação a multa de R$106.410,00, o valor máximo previsto na lei eleitoral.
Mais: além do cerceamento de defesa, a liminar foi concedida pela juíza auxiliar do TRE-PA, Ezilda Pastana Mutran, ao arrepio da legislação eleitoral e da liberdade de imprensa, princípio corolário do regime democrático vigente no Brasil e expressamente garantido na Constituição Federal. Vejam só:
A representação foi dirigida a juiz de zona eleitoral, mas o art. 3º da Resolução Nº 23.193 do TSE e o art. 96, caput, incisos II e III da Lei nº 9.504/97, dispõem que as representações devem dirigir-se aos Tribunais Regionais Eleitorais, nas eleições federais, estaduais e distritais.
A representação deve ser apresentada em duas vias, de igual teor, e relatar fatos, indicando provas, indícios e circunstâncias (Lei nº 9.504/97, art. 96, § 1º), o que não foi feito – não havia cópia da inicial nem qualquer documento provando o alegado -. Mesmo assim, a magistrada primeiro deferiu a liminar, aceitando como verdadeiras as alegações, e depois mandou emendar a inicial – como vocês podem constatar aí em cima -, sendo que ela mesma observa que, sem os documentos de instrução, cabe o indeferimento, por força dos arts. 5º, e 9º da Resolução TSE Nº 23.193 (!).
O art. 22 alínea “c” da citada Resolução do TSE determina que, ao despachar a inicial, o relator a indeferirá desde logo, quando não for caso de representação ou lhe faltar algum requisito essencial – o que, salta aos olhos, com clareza de doer, é o caso desta representação -, até porque a inicial, já emendada, continuou a se dirigir a juiz de zona eleitoral, a não indicar provas, indícios e circunstâncias, limitando-se a juntar a impressão do post de cinco linhas que fiz, sem os trinta comentários publicados - cuja esmagadora maioria (18 deles) é favorável a Simão Jatene (inclusive apresentando números diversos, de outras supostas pesquisas, dando larga vantagem do candidato tucano), 5 comentários neutros, 3 réplicas minhas reforçando a ressalva de que se tratava de mero levantamento, sem rigor científico e extra-oficial, e só 3 comentários favoráveis à candidata Ana Júlia Carepa. Não houve ofensa, nem comentário desairoso. Inexistiu dano ou fato que pudesse dar ensejo a qualquer reparação. Exerci apenas e tão-somente o direito à informação, à liberdade de imprensa e à livre manifestação do pensamento, como jornalista e cidadã, o que por si só já se constitui excludente de ilicitude, cristalina que é a ausência de má fé e a total impossibilidade de o post ter influenciado de maneira negativa as intenções de voto ao candidato Simão Jatene.
Além do mais, a Coligação Juntos com o Povo provocou a atividade jurisdicional do Estado pisando no princípio processual de que não se deve praticar atos inúteis ou desnecessários à declaração ou defesa do direito (art.14, IV, CPC), eis que Jatene não teve necessidade de se valer da judicial. Por que não usou, por exemplo, do direito de resposta? Optou pela mordaça, de triste lembrança histórica, e por uma pena pecuniária máxima, como se este blog fosse empresarial.
Cabe perguntar: qual a relevância do direito invocado e a possibilidade de prejuízo de difícil reparação?
A própria juíza eleitoral, em sua decisão, assim se expressa: “De início, urge consignar que somente a presença conjunta do fumus boni juris e periculum in mora permite ao julgador deferir tutela de urgência, e que a este momento processual comporta somente análise meramente superficial de tais requisitos, sem que se possa adentrar ou mesmo vincular a posterior apreciação meritória.”
Toda censura é antidemocrática, e além disso esta é burra. Incontáveis vezes declarei neste blog ter trabalhado, com muita honra, no governo Jatene, e dedicar-lhe respeito e admiração. Dei-lhe, sem exagero, meu sangue, porque quem me conhece minimamente sabe o quanto me dedico e tenho paixão pelo que faço, prezo e cultivo a ética e a lealdade.
Em 27 anos de profissão, nunca tive a menor rusga com ex-assessorados, mesmo de tão diferentes partidos e convicções ideológicas. Jatene quebrou esse belo marco. Podia ter me dito, via blog, twitter, e-mail, telefone - ou então mandado sua assessoria me dizer - que se sentira prejudicado, ou que tinha pesquisa divergente, e eu teria publicado com o mesmo destaque – como, por sinal, escrevi na caixinha de comentários do mesmo post objeto de representação. Desde o início do ano peço à sua assessoria de comunicação notas exclusivas. Nunca tive o privilégio de recebê-las. Preferiu me acionar na Justiça Eleitoral.
Já cumpri a ordem judicial, embora injusta. Apaguei do meu blog a notícia que tanto o incomodou. Lamentavelmente, nada poderá apagar tão grave acontecimento.

Com informações do Blog de Jamildo.

PARÓDIA 45, SÓ PRA DESCONTRAIR

Era uma campanha muito engraçada,

não tinha vice, não tinha nada,

o Arruda não podia entrar não,

porque mofava já na prisão,

nem o Aécio quis arriscar,

porque sabia que ia dançar,

só FHC quem dava piti,

contando histórias pra boi dormir,

mas era feita com muito afinco,

na rua dos Bobos, 45

Compositor: Humberto Clímaco

DILMA E LULA DISCUTEM A FORMAÇÃO DO MINISTÉRIO DA CANDIDATA PETISTA

Por Nubia Silveira do Portal SUL 21

O repórteres Valdo Cruz e Kennedy Alencar, da Folha de S.Paulo, revelam que a candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, já discute com o presidente Lula a formação de seu ministério. Em primeiro lugar nas pesquisas sobre a preferência dos eleitores, com 17 pontos percentuais acima do segundo colocado, o tucano José Serra, Dilma, segundo os repórteres do jornal paulista, "seguirá a linha de seu criador de colocar em postos-chaves nomes de sua total confiança".

O presidente Lula, afirmam os repórteres, deverá dar "mais do que palpites na escolha de eventuais futuros ministros". Ele defende, por exemplo, que o ex-ministro da Fazenda Antônio Palocci Filho, coordenador da campanha de Dilma, seja convidado para a Casa Civil, de onde "coordenaria as ações de governo e faria uma dobradinha com o eventual vice-presidente, Michel Temer, para tratar da articulação política do governo".

Outros nomes cotados para o ministério são: José Eduardo Dutra, presidente nacional do PT, Fernando Pimentel, ex-prefeito de Belo Horizonte, Paulo Bernardo, ministro do Planejamento, Franklin Martins, ministro das Comunicação, e Gilberto Carvalho, chefe de Gabinete de Lula. Dilma deverá dar mais espaço para as mulheres e como nomes fortes para o ministério da petista aparecem os de Erenice Guerra, que substituiu Dilma na chefia da Casa Civil, e de Maria das Graças Foster, diretora da Petrobras.

Em conversas reservadas, revelam os repórteres, o presidente Lula já defendeu a permanência de Guido Mantega, no Ministério da Fazenda, e de Henrique Meirelles, no Banco Central. "Dilma, contudo, gostaria de indicar o presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Luciano Coutinho, para comandar a Fazenda, posto desejado por Meirelles por indicação do PMDB", afirmam os repórteres.

Nelson Barbosa, secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, é cotado para a Fazenda ou Planejamento ou para compor o grupo de conselheiros que Dilma, se eleita, deverá criar no Planalto. O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, deverá permanecer no cargo.

Posição oficial

Oficialmente, a candidata petista tem dito que não quer discutir nomes para o ministério. "Discutir isso agora dá azar", diz ela, lembrando que Fernando Henrique Cardoso, preferido pelas pesquisas, em 1985, sentou na cadeira do prefeito paulista, antes das eleições, que acabou perdendo para Jânio Quadros.

A candidata também não quer aguçar a gula do PMDB por cargos, o que, certamente, terá de enfrentar, se eleita para a Presidência.

Com informações da Folha de S.Paulo

20.8.10

A IMPORTÂNCIA DA LUZ, AO MEU AMIGO ALDEMIR

Por Bráulio Wanderley

Certa feita, num labirinto, 5 pessoas se procuravam no âmago das trevas. A ausência de luz as tornavam mais indefesas e frágeis. Havia uma necessidade natural de se tocarem para tatear paredes ou algo nesse sentido. Era um labirinto que cegava a todos, não restando uma réstia sequer para se situar.

O grupo então decidiu parar após horas de buscas auroras, todas alquebradas. A reflexão tomaria o lugar do inopinado desespero.

Sentadas, começaram a filosofar sobre coisas da vida, do mundo natural, de coisas pequenas as quais não damos importância, pois as temos como corriqueiras: ar, oxigênio, natureza, animais, odores florais, contatos de civilizações, etc.

Em determinada ocasião, um dos componentes levantou a ideia quase irônica, ao estilo socrático, a respeito da criação do mundo. Teria sido, o mundo, uma obra divino-criacionista ou um elemento que se fundiu e expandiu dando razão às lógicas wegener-darwiniana?

Horas se passaram e ninguém concluía nada a respeito. Os mais deístas, de certo modo dogmáticos, defendiam a tese dos 6 dias, já que no 7º Deus teria descansado. Os céticos, ateus e agnósticos, abordavam sobre a conclusão da ciência.

Ao denominador comum, começaram a debater sobre a história do mundo, à luz metafísica de algumas passagens bíblicas, a fim de solucionar o problema da escuridão que os atingia, crédulos ou não.

Em determinado local, não especificado, havia um mundo formado pelas coisas mais essenciais à humanidade: ar impoluto, fertilidade pedológica, frutos perenes e intermitentes, água limpa nos córregos, lagos e rios, estações térmicas bem distribuídas entre o calor solar sem risco de qualquer enfermidade dermatológica e chuvas sem inundações que pusessem em risco as vidas das pessoas.

Eis que um dos elementos deste mundo não poder-se-ia tocar, degustar e saborear O fruto do conhecimento. O que daria discernimento entre o bem e o mal. Fruto paradoxal que causaria danos irreparáveis, contudo, levantaria a concepção de que o saber pode e deve ser utilizado para o benefício de todos.

Ingerido o alimento, a mente discorre em velocidade indescritível acerca de tudo que era imprescindível ao homem do ponto de vista da evolução.

Seria ético trair o abstrato com a finalidade da libertação total ou seria traição a lógica de se manter na alienação?

Nessa 'viagem' chegamos a uma sala de aula. Há o quadro, o mestre, as ferramentas de trabalho: quadro, pincel, data-show e retroprojetor, além dos protagonistas, os alunos. Destarte, que a palavra "aluno" significa "sem luz" (do latim alumno). Luz esta que o grupo tanto caçava e insatisfatoriamente não a encontrava.

A luz, aos olhos dos 'alunos', seria o conhecimento. O mestre seria o medium entre esse mundo concreto e o abstrato, os instrumentos, seriam mecanismos de uma passagem imaginária para a observação da realidade, os 'alunos' seriam ESTUDANTES em busca de suas escolhas luminosas e o saber seria a encruzilhada entre a ética ou o desvio à má conduta social.

Não somos elementos individuais, pois coletivamente, somos capazes de construir um mundo iluminado, de acordo com nossas visões, sonhos e atitudes.


Artigo dedicado ao meu luminescente amigo, companheiro de luta no PT e no movimento estudantil durante os anos 90, Professor Aldemir, com quem divagava sobre os fundamentos da vida e que recentemente a teve expirada aos 36 anos de idade.


19.8.10

HOMENAGEM A VINÍCIUS DE MORAES É QUASE UM PROCESSO DE REPARAÇÃO, DIZ LULA DURANTE CERIMÔNIA PÓSTUMA

Camila Campanerut. Do UOL Notícias


Após 30 anos da morte do compositor, dramaturgo, jornalista e diplomata Marcus Vinícius da Cruz de Mello Moraes (1913-1980), mais conhecido como Vinícius de Moraes, o governo brasileiro decidiu homenageá-lo com a promoção póstuma ao cargo de ministro de primeira classe da carreira de diplomata (o equivalente a embaixador).

A cerimônia realizada no Palácio do Itamaraty na noite desta segunda-feira (16) contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em 1969, Vinícius foi exonerado por pressão do governo militar que, em 1968, promulgou o Ato Institucional (AI) nº 5. Apesar da cerimônia ter sido realizada na noite de hoje, a lei foi sancionada no último dia 21 de junho.

A sanção da lei vai permitir aos três dependentes do poeta benefícios da pensão correspondente ao novo cargo, segundo informou o Ministério das Relações Exteriores. Em seu discurso, o presidente Lula afirmou que, diferentemente das pessoas que cassaram Vinícius, é o poeta quem ficará na história. “Eu tenho inveja de não ter podido gozar de sua amizade como outros gozaram, e viver a vida com a dimensão que ele viveu. É nossa obrigação dizer sim à absolvição política.”

Lula entregou uma placa com a lei impressa para a última mulher de Vinícius, a produtora musical Gilda Mattoso. Da bisneta de Vinícius, Maria Luisa, o presidente recebeu um livro de fotografias de Pedro de Moraes, um dos filhos do poeta.

Ainda durante o discurso, Lula relembrou uma manifestação que ocorreu em 1979 em que ele convidou o poeta para participar. Na ocasião, Vinícius declamou aos operários seu poema “Operário em Construção”.

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, também exaltou a decisão de homenagear o poeta. “A promoção a Vinícius não só faz jus a esta casa, mas resgata o próprio Itamaraty, eliminando os últimos vestígios de uma época sombria”, disse o chanceler.

A cerimônia também contou com a presença da cantora Miúcha, que cantou algumas músicas de Vinícius acompanhada da filha dele Georgiana de Moraes e da neta Mariana de Moraes.
Boêmico e controverso, Vinícius virou uma espécie de ícone da geração libertária da decáda de 1960. Ele morreu em julho de 1980, de edema pulmonar, em sua casa, na Gávea, no Rio de Janeiro.

18.8.10

CONSTANTINO BUFFONE - TRADIÇÃO INOVADA


Foi inaugurada no Recife há cerca de um mês, a Constantino Buffone, uma loja especializada em sapatos e assessórios femininos, com alta qualidade e preços acessíveis. Na ocasião de sua inauguração, ocorrida no dia 29 de julho, mais de 200 convidados prestigiaram o lançamento da marca no tradicional bairro recifense, destacando a beleza e variedade das peças.

Não se trata de uma loja qualquer. O empreendimento tem uma história na sociedade recifense que remonta 60 anos atrás quando Constantino Buffone desembarcou da Itália em solo brasileiro e revolucionou o mercado pernambucano confeccionando sapatos, sob medida, para a sociedade da Cidade Maurícia.

Após 40 anos, André Buffone, bisneto do fundador, reabriu sua fábrica no estado, além de ter representantes na Bahia, Rio Grande do Sul e São Paulo .

O mais novo espaço conta com o dinamismo de mais uma integrante da família, sua irmã Renata Buffone, que ousou em organizar a loja em Boa Viagem localizada na privilegiada Av. Conselheiro Aguiar, 3105, sala 104 (esquina com a Antônio Falcão).

Em menos de um mês, a Constantino Buffone já recebeu vários elogios de segmentos do ramo, bem como críticas positivas de colunas sociais e jornais do estado, parabenizando pelo paradoxo tradição-modernidade, além de sofisticação.

Vale a pena visitar.

Contatos:
Fone: 81 3033-5986
E-mail: contantinobuffone@gmail.com

AINDA A GRANDE MÍDIA

Por Wladimir Pomar

A campanha machista da justiça eleitoral continua sendo veiculada, sem que a própria e, ao que se saiba, nenhum dos partidos e candidatas, tenha se dado conta. É verdade que o TSE decidiu cobrar dos partidos a cota de 30% de mulheres inscritas como candidatas, o que torna ainda mais contraditória sua campanha institucional.

Porém, foi na cobertura da grande mídia onde as coisas parecem haver mudado um pouco. As recentes pesquisas de opinião, publicadas na última semana, indicaram um crescimento da candidata Dilma e uma queda do candidato Serra. O que impôs à grande imprensa algumas flexões táticas interessantes.

Ao que tudo indica, ela passou a acreditar que não apenas a candidata Marina, mas também o candidato Plínio, tiram votos de Dilma. Em virtude dessa "descoberta", decidiu aumentar a cobertura da candidatura Marina e dar visibilidade à candidatura Plínio. No entanto, é difícil saber até que ponto tal desvio tático pode favorecer Serra.

A candidatura Plínio certamente está em confronto aberto com a candidatura Dilma. Porém, não parece querer dar trégua às candidaturas Serra e Marina, nem criar uma frente anti-Dilma. Isso foi o que se viu durante os debates em que Plínio participou. Nessas condições, o tiro da grande mídia pode sair pela culatra. Se quiser, Plínio pode colocar a nu a natureza das candidaturas Serra e Marina. Se ele continuar nessa batida, não será de estranhar que sua candidatura suma da cobertura da grande imprensa nos próximos dias.

A candidatura Marina é uma contradição viva. Ela, ao mesmo tempo em que pretende continuar todos os programas do governo Lula, deseja adotar várias medidas que podem liquidar com tais programas. Em outras palavras, da mesma forma que Serra, que tem dificuldades em atacar os feitos do governo e promete "fazer mais", Marina se vê obrigada a prometer continuar o que não pretende continuar.

Marina quer que parte do eleitorado de Dilma acredite que ela é melhor do que a ex-ministra para dar continuidade à "parte boa" do governo Lula, sem explicitar claramente que pretende mudar tudo. Por outro lado, acena para o PSDB e DEM, assim como para o PMDB e outros partidos, prometendo um "governo de união nacional", embora ataque as alianças de Dilma como indesejáveis.

Esses pontos nevrálgicos da candidatura Marina começaram a ser trazidos à luz justamente pela candidatura Plínio. Podem, além disso, ser atacados a qualquer momento pela candidatura Dilma. Talvez nisso consista um dos problemas da grande mídia ao tentar inflar a candidatura Marina. Esta se vê cada vez mais obrigada a expor suas contradições publicamente, embora tente superar essa dificuldade falando rápido e, às vezes, frases que não têm muito sentido.

Por outro lado, como seu eleitorado parece ser constituído principalmente por setores letrados da classe média, a constante exposição midiática dessas contradições poderá terminar sendo mais prejudicial do que favorável, em especial se seus pontos nevrálgicos forem desnudados pelos adversários.

Finalmente, uma pequena observação sobre o candidato Serra, cujos partidos de sustentação, PSDB e DEM, dizem ter horror a promessas demagógicas e populistas. Os custos dos investimentos em hospitais, clínicas, ambulatórios, escolas e outras obras, prometidos por Serra em suas andanças eleitorais, provavelmente já são superiores ao PIB do país. Aposto que, se Dilma estivesse fazendo promessas desse tipo, vários repórteres e economistas da grande mídia já teriam recebido a incumbência de fazer os cálculos, que seriam publicados com estardalhaço.

Wladimir Pomar é analista político e escritor.

14.8.10

POUCAS PALAVRAS SOBRE CHICO

Por Bráulio Wanderley

Nas últimas duas semanas, acometido por uma forte gripe e duas recaídas, o que é pior, sem inspiração para escrever apelei pra Chico Buarque de Holanda. Nosso grande compositor, cantor, escritor e mais ilustre aluno de arquitetura da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP (sem concluir o curso).

O Brasil pode ter perdido um possível grande arquiteto, Chico desistiu do curso a um ano da sua formatura. Ainda bem, pois o que seria do Brasil nesse período sem a existência de Chico Buarque?

Pedro Pedreiro e Sonho de carnaval não teriam a mesma repercussão caso Chico tivesse que negar apresentações para fazer trabalhos e provas da FAU. A ditadura não teria a combatividade, ora direta, ora sutil de Chico, a esquerda não teria tantos hinos a cantar, a declamar, a encenar no teatro e no cinema.

O que seria do Brasil sem "O que será (À flor da pele), "Apesar de você", "Roda Viva", "A Banda", "Sabiá" (eita!!! Chico, Tom, Cinara e Cibely nunca teriam levado aquela sonora vaia no festival de 68 quando Sabiá ganhou de "Pra não dizer que não falei das flores" de Geraldo Vandré e Théo de Barros), "Construção", "Meu caro Amigo" (endereçada a Zuenir Ventura que estava sem notícias do Brasil), "Pelas tabelas", "Samba de Orly" (em parceria com Toquinho e Vinícius, cujo trecho do poetinha foi censurado)?

POIS É (que por sinal, foi uma das poucas gravações ao lado da grande Elis...), os generais e ditadores de plantão não iriam conhecer Julinho da Adelaíde.

O QUE SERÁ, QUE SERÁ que poderíamos falar das peças teatrais: Roda Viva, Gota d'água, Estorvo, Calabar (censurada), Ópera do Malandro, entre outras?

CÁLICE (Cale-se na verdade) à parte, mas o cinema teve Chico em: "Quando o carnaval passar", "Os Saltimbancos trapalhões", "Bye bye Brasil", "Morte e Vida Severina" (inspirado na obra do grande João Cabral de Melo Neto), "Ópera do malandro", "Pra viver um grande amor", "Estorvo", "Benjamin" e "Budapeste".

DE TODAS AS MANEIRAS QUE HÁ DE AMAR não poderíamos esquecer as mulheres cantadas por Chico. "Mulheres de Atenas" (e suas Helenas), "Carolina", "Lígia", "Cecília", "Luisa", "Bárbara" (que na verdade foi uma apologia a Calabar, peça teatral censurada), "Beatriz", "Renata Maria", "Angélica" (lindo tributo a Zuzu Angel, assassinada pela ditadura por fazer uma campanha em busca do seu filho Stuart, 'desaparecido' pelo regime fascista de então), "Lily Braun", "Rita", "Geni"(grande Geni!!!), "Iolanda" (incomentável na interpretação de Simone), "Lola" "Januária", "Teresinha", "Joana Francesa", "Morena de Angola" (imortal na voz da saudosa Clara Nunes) e "Silvia" (em homenagem a sua filha, bem como "Luisa").

AGORA EU ERA HERÓI (trecho de João e Maria, música de Sivuca) é uma aula de português que poucos alunos saberia responder. Por que agora eu era herói...? Passado onírico geralmente atribuído a sonhos, eis a genialidade de Chico exposta em aula gramatical. Sem falar em Construção onde Chico termina seus versos em proparoxítonas (última, único, pródigo, sábado, flácido, público, príncipe, bêbado, etc).

DIZER QUE NÃO QUERO que o Chico atrase mais uma letra. Quiçá fosse um desejo perene de Tom Jobim, mas o que dizer da atrasada letra de Chico (música de Tom) "Anos dourados" pra minissérie global do mesmo nome em 1986? Chega a arrepiar a lembrança. pois, "... na fotografia estamos felizes...".

MEU CARO AMIGO, de parceiros Chico entende. Tom, Vinícius, Vandré, Carlinhos Lira, Baden Powel, Gilberto Gil, Milton Nascimento, Caetano Veloso (briguinhas à parte), Toquinho, Luís Cláudio Ramos, Edu Lobo, João Bosco, Ivan Lins, Enriquez Bardotti, Augusto Boal, Francis Hime, Djavan, Miltinho, Roberto Menescal, Jorge Euler, Mestre Marçal, Sivuca, Dominguinhos, Wilson das Neves, Ruy Guerra, Dori Caymmi, entre tantos outros monstros da música universal.

E SE DE REPENTE eu me esquecesse das grandes intérpretes: Maria Bethânia, Clara Nunes, Nara Leão, Elis Regina, Gal Costa, Simone, Fafá de Belém, Paula Toller, Daniela Mercury (me perdoe Professor Cris rsrsr).

PELAS TABELAS Chico é personagem transversal à história do Brasil. Festivais, Ditadura, repressão, abertura, redemocratização, esquerda brasileira. E assim, QUEM TE VIU, QUEM TE VÊ, continua a admirar nosso mestre do samba, da Bossa Nova, da MPB, do fado e do rock de Jorge Maravilha: Geisel podia não gostar de Chico, MAS A FILHA DELE GOSTAVA. rsrsrs.

Eis que, na abissal diferença de criatividade, saiu um texto como toda boa TAPIOCA, gostosa e quentinha porque, camaradas, pra FEIJOADA COMPLETA ainda falta muito.

ENTREVISTA DE CHICO BUARQUE AO JÔ PARTE 1

http://www.youtube.com/v/wk-0b8yLyEQ?fs=1&hl=pt_BR">

ENTREVISTA DE CHICO BUARQUE AO JÔ PARTE 2

http://www.youtube.com/v/ZzpOfvkpLPs?fs=1&hl=pt_BR">

ENTREVISTA DE CHICO BUARQUE AO JÔ PARTE 3

http://www.youtube.com/v/iN6uYkXL8Ms?fs=1&hl=pt_BR">

ESPAÇO CHICO BUARQUE

"Chico anda pra frente carregando a tradição."

Eis a frase mais lúcida de Caetano Veloso.

A ESCOLA QUE QUEREMOS

PCB EDUCAÇÃO

Defendemos de modo intransigente a educação pública, gratuita e de qualidade. Para tanto faz-se necessário a valorização profissional de professores e funcionários através de políticas destinadas a qualificação profissional,criando oportunidades para a participação dos profissionais de educação em cursos de aperfeiçoamento em suas respectivas áreas de conhecimento.

Outro aspecto importante da valorização profissional,além da qualificação, diz respeito a remuneração dos professores e funcionários. O achatamento salarial dos profissionais de educação ao longo dos últimos anos tem representado um verdadeiro ataque a sua dignidade profissional, neste sentido é urgente tratar esta questão com a atenção que merece.

Além disso, defendemos concurso público para professores a fim de suprir a demanda existente e também concurso imediato para suprir a carência de funcionários administrativos tais como inspetores de alunos, merendeiras, vigias, auxiliares de serviços gerais, porteiros, assistentes sociais, psicólogos e tantos outros que se fizerem necessários.

Defendemos a escola pública e o serviço público. Somos contra as terceirizações e privatizações na escola pública. Educação de qualidade se faz com profissionais de educação concursados e valorizados.

Defendemos a escola de tempo integral, entretanto, acima de tudo defendemos o ensino integrado que visa proporcionar ao educando a sua formação integral. De nada adianta falar em escola de tempo integral sem um projeto que a sustente. Defendemos que o ensino integrado deve promover o desenvolvimento do aluno para além das áreas de conhecimento. Deve despertar as suas potencialidades para a arte e a cultura.

Além disso o conteúdo programático na área de línguas estrangeiras deve proporcionar aos alunos o domínio de,pelo menos,um idioma ferramenta esta indispensável na sua formação. Outra área de grande importância é a da atividade física onde os alunos devem, de acordo com sua preferência, se dedicar aos esportes devendo dominar, no mínimo, uma modalidade esportiva.

Condições de trabalho apropriadas, valorização profissional, concursos públicos para preencher a carência na área de educação, educação integral,universalização do acesso à escola pública, eleições diretas para diretores de escola, etc é o início de conversa para o compromisso que assumimos com à educação pública do Estado do Rio de Janeiro.

12.8.10

JOSÉ SERRA NO JORNAL NACIONAL: 12 MENTIRAS EM 12 MINUTOS

Tratado como se estivesse entre amigos – e estava -, o candidato do PSDB à presidência da República, José Serra (PSDB), participou nesta quarta-feira (11) da rodada de entrevistas com os presidenciáveis do Jornal Nacional, da Rede Globo. Sem ser confrontado pelos entrevistadores, Serra conseguiu se mostrar elegante na forma, mas no conteúdo sua participação foi marcada por um discurso repleto de mentiras e meias-verdades (veja a lista no final desta matéria).

por Cláudio Gonzalez

Apesar da colher de chá que os entrevistadores deram ao candidato para expor suas idéias sem muitos questionamentos, Serra derrapou no final, quando tentou deixar sua mensagem alinhada com a nova estratégia de campanha - a de se distanciar da elite e se mostrar como o candidato dos pobres. Ele enrolou na resposta e acabou sendo cortado.

No início da entrevista, ao ser questionado sobre o fato de estar poupando o presidente Lula de críticas na campanha, Serra desconversou, disse que Lula não é candidato, portanto não é seu adversário, e tentou desqualificar a candidata do PT. Sem citar o nome de Dilma, disse que não se pode 'governar na garupa', insinuando que a ex-ministra, caso seja eleita, faria um governo monitorado pelo atual presidente.

A declaração de Serra pode ter gerado a manchete que a mídia queria, mas é uma afirmação potencialmente arriscada para o tucano. Com a popularidade do governo nas alturas, uma parte considerável do eleitorado que aprova o presidente Lula pode estar buscando justamente uma candidatura que "ande na garupa" de Luiz Inácio. E esta candidata é Dilma, não Serra.

Mensalão ressurge como tema

Na única pergunta que parecia mais constrangedora para Serra, Willian Bonner questionou o tucano sobre a aliança com o PTB, numa clara manobra para voltar a falar do “mensalão do PT”. Não precisa ser jornalista nem analista político para saber que houve, nesta pergunta, uma clara intenção de poupar o candidato tucano do desconforto de ter que justificar sua aliança com o DEM, que protagonizou um “mensalão” muito mais recente e constrangedor, que foi o escândalo envolvendo o governador José Roberto Arruda, do Distrito Federal.

Também não se questionou o tucano sobre o “mensalão” mineiro protagonizado por ninguém menos que o ex-presidente do PSDB, Eduardo Azeredo. Privatizações, relação com movimentos sociais, atritos com aliados... foram outros temas espertamente descartados da sabatina.

Tucano assume que não trabalhou direito

Ao falar sobre os caros pedágios cobrados em São Paulo, Serra entrou em contradição. Disse que se "trabalhar direito" dá para fazer estradas boas sem cobrar tarifas elevadas de pedágio. Neste momento, um entrevistador atento e isento teria perguntado: então por que seu governo não fez isso em São Paulo? O senhor “não trabalhou direito”?

Mas a conversa do casal global com o candidato tucano não previa confrontações. Estava tudo dentro do script traçado pela família Marinho para alavancar a candidatura “da casa” e não cabia ali desautorizar o “mais preparado dos homens públicos”.

Palocci: o inocente útil do Serra

Durante a entrevista, mais uma vez, tal como fez no debate da Bandeirantes, José Serra citou o nome do ex-ministro Antonio Palocci, repetindo que o petista "não cansava de elogiar o governo Fernando Henrique" quando foi ministro da Fazenda no primeiro mandato do presidente Lula. A afirmação recorrente de Serra tem dois objetivos: constranger a candidata do PT, Dilma Rousseff – já que Palocci é um dos coordenadores de sua campanha-- e minimizar as críticas ao governo Fernando Henrique.

Pior do que ouvir tal afirmação vinda de Serra é saber que Antonio Palocci não se digna a responder ao tucano. A carapuça lhe serve, portanto não questiona o uso político que Serra faz de seu nome em prejuízo da candidata da qual é coordenador de campanha. Tivesse um pouco mais de dignidade, Palocci no mínimo utilizaria seu espaço cativo nas colunas de bastidores dos jornais para desautorizar o tucano. Mas como não responde, acaba fazendo o papel de "inocente" útil num tema que é crucial para a campanha petista: a comparação entre os governos FHC e Lula.

Sandálias da humildade

Serra tentou, ao final da entrevista, emplacar sua nova estratégia de campanha. Mudar a imagem de candidato da elite e calçar as “sandálias da humildade” para se mostrar como o homem de origem pobre que venceu na vida estudando e ajudando o povo. Serra queria dizer que ia governar para os pobres e não apenas para os ricos. Mas não deu tempo. Por mais cordial que Bonner tenha sido com Serra, não dava para deixar o entrevistado surrupiar minutos a mais que o tempo previsto para a entrevista.

Mentiras e meias-verdades

A íntegra da entrevista de Serra, assim como a de Dilma e Marina, estão facilmente disponíveis na internet. Não é preciso detalhar o que o entrevistado disse ou como disse. Mas é imprescindível apontar as contradições e inverdades contidas em suas declarações. Até por que, são declarações recorrentes, argumentos que o tucano tem utilizado com frequência e, que se não forem devidamente combatidos e esclarecidos, podem atravessar toda a campanha eleitoral travestidos de verdade.

Numa rápida análise da entrevista de 12 minutos ao Jornal Nacional, podemos detectar pelo menos 12 questões levantadas por Serra que não correspondem à realidade. Especialistas em cada assunto poderão encontrar várias outras. Abaixo, um resumo das “mentiras por minuto” que Serra contou aos telespectadores do telejornal de maior audiência da televisão brasileira.

1. Fiz os genéricos...
Parece uma constante na biografia de José Serra a sua pretensão de autoria sobre programas que ele não criou, apenas regulamentou. A história da legislação dos genéricos no Brasil inicia-se pelo então deputado federal Eduardo Jorge, em 1991, quando apresentou o Projeto de Lei 2.022, que planejava remover marcas comerciais dos medicamentos. Em 1993, foi publicado pelo então presidente Itamar Franco, que tinha como ministro da Saúde Jamil Haddad, o Decreto nº 793, que instituiu a política de medicamentos genéricos. Portanto, quando Serra assumiu o Ministério da Saúde, no governo FHC, o programa de medicamentos genéricos já era uma realidade. Serra e FHC apenas revogaram o decreto anterior na íntegra e fizeram uma lei (9.787/99) e um novo decreto (3.181/1999) com muitas concessões ao lobby da indústria farmacêutica.

2. Fiz a campanha da Aids...
O mesmo embuste dos genéricos, Serra aplica em relação ao programa de combate à Aids. Na verdade, o tucano, por uma estratégia de marketing, assume como se fosse dele um programa que é anterior à sua gestão no Ministério. Saiba mais aqui

3. A saúde, nos últimos anos, não andou bem
Serra tenta generalizar para não reconhecer que a situação hoje é melhor que no governo passado. A saúde continua com problemas, é óbvio, sobretudo no atendimento de urgência e emergência de hospitais do país. Mas nos últimos anos, houve melhoras significativas em quase todas as demais áreas da saúde. No governo Lula diminuiu sensivelmente a mortalidade materna e a mortalidade infantil. O Brasil está entre os 16 países em condições de atingir a quarta meta dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio nestas questões. O governo Lula instalou e ampliou programas importantíssimos que não existiam ou estavam subutilizados na gestão de Serra ministro, como o Farmácia Popular, Brasil Sorridente, Saúde da Família - o financiamento do programa foi triplicado entre 2002 e 2008, passando de R$1,3 bilhão para R$ 4,4 bilhões -, Samu 192 – ao qual SP se nega a aderir até hoje -, PAC da Saúde, UPA 24h, Olhar Brasil, Doação de Órgãos, Bancos de Leite Humano, QualiSUS (fortalecimento do SUS, que os tucanos boicotam), mais investimentos na Política de Saúde Mental, etc. Todo este avanço ocorreu mesmo com o fato da oposição, incluindo o DEM e o PSDB, ter votado pelo fim da CPMF, que destinava recursos para a saúde. Também é preciso frisar que nem todas as ações dependem da União. Governos estaduais e municípios têm ampla participação na gestão da saúde. Serra também não conseguiu resolver os problemas na saúde pública de São Paulo quando foi prefeito, nem quando foi governador.

4. Muita prevenção que se fazia acabou ficando para trás
Mentira pura de Serra. O governo federal manteve e ampliou todas as campanhas de vacinação existentes e ainda incluiu novas vacinas no calendário oficial. Desde 2004, o Ministério da Saúde adota três calendários obrigatórios de vacinação: o da criança, o do adolescente e o do adulto e idoso. O programa de prevenção às endemias funciona bem, ao contrário do que acontecia no governo Fernando Henrique. Quando Serra ainda era ministro da Saúde, o Brasil sofreu com uma terrível epidemia de dengue, ao ponto do tucano ter sido apelidado de “ministro da dengue”.

5. O Roberto Jefferson conhece muito bem o meu programa de governo
Nem Roberto Jefferson nem nenhum outro aliado do tucano conhece o “programa de governo” de Serra porque ele simplesmente não existe. Quando foi entregar o seu “programa” no TRE, a campanha tucana protocolou a transcrição de dois discursos de Serra, e disse que aquilo era o programa de governo da candidatura. Além disso, Roberto Jefferson aliou-se a Serra não por que comunga com o tucano ideias programáticas. Pelo contrário: Jefferson criticou duramente Serra quando o tucano deu declarações contra o “mercado”. O apoio do PTB a Serra tem um único objetivo: facilitar a eleição de deputados da legenda nas coligações regionais.

6. Eu não faço loteamentos de cargos
Serra vem repetindo esta lorota em várias ocasiões. Mas o fato é que quase todas as instituições, estatais e órgãos públicos do governo de São Paulo são chefiados por correligionários ou pessoas indicadas pelos líderes de partidos que governam o estado. As subprefeituras da cidade de S. Paulo, tanto na gestão Serra quanto na gestão Kassab, foram e são comandadas por apadrinhados políticos. Aliados de Serra, como o presidente do PPS, Roberto Freire, mesmo não tendo nenhum vínculo com SP, foram nomeados para conselhos de estatais paulistas. O neo-aliado Orestes Quércia (PMDB) já fez diversas indicações para cargos de confiança em SP na atual gestão demo-tucana. Prefeitos de partidos que lhe fazem oposição dizem que Serra governa com mapa político nas mãos e com ele no governo os adversários passam a pão e água. Verbas, convênios e obras só para seus aliados. Ao insistir nesta afirmação de que “não faz loteamento”, o tucano menospreza a inteligência do eleitor e provoca riso –e talvez alguma preocupação-- entre seus aliados, que sabem que alianças são feitas apenas se as forças políticas participantes puderem compartilhar a administração pública do mandatário que ajudaram a eleger.

7. Eu não sou centralizador
Quem desmente o candidato são seus próprios correligionários. As seções de bastidores de política dos principais jornais do país trazem toda semana a reclamação de algum aliado de Serra que protesta contra o modo centralizador como o candidato conduz a campanha. Chegaram a dizer que enquanto a campanha de Dilma é conduzida por um G7, a de Serra é conduzida por um G1, grupo formado por ele mesmo.

8. O Índio da Costa estava entre os nomes que a gente cogitava
Não há nenhum analista político no país que tenha coragem de confirmar esta afirmação de Serra. Simplesmente porque ela é uma mentira deslavada. O nome de Índio da Costa só surgiu aos 45 minutos do segundo tempo, depois que uma dezena de outros nomes já tinham sido descartados e uma crise grave estava instalada na campanha. O próprio Serra disse que não conhecia direito o vice escolhido pelo DEM.

9. Meu vice é jovem, ficha limpa, preparado
Em primeiro lugar, aos 40 anos a pessoa já não é tão jovem assim. Tanto que o deputado do DEM nunca se interessou por projetos ligados à juventude. Mas quanto a isso, sem problemas. O problema é dizer que Índio da Costa é “ficha limpa”. A verdade é que a “ficha” do apadrinhado de Cesar Maia tem algumas manchas bem encardidas. Ele foi um dos alvos da CPI na Câmara dos Vereadores do Rio que investigou superfaturamento e má-qualidade nos alimentos comprados para a merenda escolar, quando ainda era vereador. Além disso, o deputado demista foi sim um dos que relataram o Projeto Ficha Limpa no início, mas o relatório fundamental foi do deputado do PT-SP José Eduardo Cardozo. Quando os tucanos tentam colocar na conta de Índio da Costa a aprovação do projeto Ficha Limpa apelam para o mesmo engodo que Serra aplica quando se diz o criador da Lei dos Genéricos. E, por fim, sobre o adjetivo “preparado”, basta lembrar as trapalhadas e constrangimentos que Índio da Costa causou à campanha tucana logo no início para saber que é um elogio descabido.

10. Nunca o Brasil teve estradas tão ruins
Mais uma vez Serra generaliza para tentar esconder as melhorias ocorridas nos últimos anos. Esta frase de Serra poderia caber durante o governo Fernando Henrique que investiu quase nada em estradas. O governo Lula não só aumentou os investimentos, como promoveu a concessão de algumas rodovias federais que agora recebem melhorias sem que para isso os usuários tenham que pagar elevadas tarifas de pedágio. O canal de notícias T1 (http://www.agenciat1.com.br ) especializado em transportes, desmente o discurso tucano e fornece enorme quantidade de dados e informações que mostram que as rodovias federais melhoraram e não pioraram nos últimos anos.

11. A Fernão Dias está fechada
Serra deveria avisar isso aos milhares de motoristas que trafegavam pela Fernão Dias no exato instante em que o tucano dizia tal mentira. Serra fez a firmação como se a rodovia estivesse totalmente indisponível para o tráfego. O fato é que apenas um pequeno trecho, na região de Mairiporã, da rodovia que liga São Paulo a Minas Gerais está em obras.

12. A Regis Bittencourt continua sendo a rodovia da morte
A Rodovia Régis Bittencourt, que liga São Paulo a Curitiba, foi incluída, em 2008, no plano federal de concessões. Desde então, foram feitas diversas melhorias na via. Os 402 quilômetros da rodovia receberam melhorias no asfalto, nova sinalização, muretas de proteção e serviço de atendimento ao motorista. É fato que os R$ 302 milhões investidos até agora não foram suficientes para acabar com a má fama da Régis, mas foi o governo Lula o primeiro a tomar a iniciativa de melhorar a estrada. No governo FHC, nada foi feito e, apesar da maior parte da rodovia estar em território paulista, os sucessivos governos tucanos em SP nunca propuseram parcerias com o governo federal e/ou municípios para ajudar na conservação da BR.

Serra ainda pretendia contar uma 13a. lorota: a de que vai governar para os pobres e não para os ricos, mas não deu tempo.

11.8.10

6 PERGUNTAS PARA AJUDAR O BONNER

Do www.tijolaco.com.br

Como fiz com a central antiboatos lançada por José Serra, não posso me furtar a oferecer uma modesta contribuição ao apresentador William Bonner para a entrevista de daqui a pouco com José Serra. Portanto, sugiro meia-dúzia de perguntas, tão ou mais gentis do que as feitas por ele a Dilma, para serem feitas ao candidato tucano.

1. O senhor, por gentileza, poderia confirmar ou desmentir as declarações do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso de que foi o senhor o grande incentivador da privatização da Vale? O que o senhor acha de ela ter sido vendida por menos do que foi o lucro da empresa, este ano, em apenas três meses?

2. O presidente Fernando Henrique ficou conhecido pela frase “esqueçam o que escrevi”. O senhor escreveu e assinou a promessa de que não deixaria a prefeitura de São Paulo antes de terminado o mandato. E deixou. Também vale para José Serra o “esqueçam o que escrevi”?

3. O senhor declarou que, ao entrar no Ministério da Saúde, nem sabia o que eram os genéricos. É verdade que os genéricos foram criados muito antes, pelo então ministro Jamil Haddad?

4- Na segunda-feira, eu perguntei a Dilma sobre o apoio de Sarney, de Collor e de Renan Calheiros. Agora eu pergunto se o PSDB e o senhor, que combateram tanto Paulo Maluf e Orestes Quércia, se os senhores mudaram. Qual Serra estava correto, aquele que combatia Maluf e que saiu do PMDB de Quércia ou o Serra de agora, apoiado pelos dois?

5- O seu vice, Indio da Costa, declarou que o PT é ligado às Farc e ao narcotráfico. O senhor confirma essa declaração, de que o PT tem ligação com o tráfico de drogas?

6- Na sua campanha, em 2002, o senhor usou como símbolo uma carteira profissional, aquela azulzinha, como representação do sonho de todo brasileiro em ter um emprego. O Governo do qual o senhor participou e do qual foi o candidato, naquela ocasião, criou menos empregos em oito anos que o Governo Lula só nestes sete meses de 2010. O senhor acha que isso é poder mais?

Como vocês podem ler, fui legal e nem falei no pedágio, para que não aconteça com o Bonner o que aconteceu com o Heródoto Barbeiro, da TV Cultura, que perdeu o emprego.

9.8.10

ENTREVISTA DE DILMA AO JORNAL NACIONAL

Por Bráulio Wanderley

Diferentemente do debate na Tv Bandeirantes, a candidata petista à presidência da República Dilma Rousseff, mostrou desenvoltura e teve uma excelente postura frente aos jornalistas William Bonner e Fátima Bernardes. Lamentável foi a postura 'estilo Faustão' dos entrevistadores ao ficarem interrompendo a candidata e quererem responder as perguntas por ela.

A conferir.

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FEDERAÇÃO BRASILEIRA DAS ASSOCIAÇÕES DE SÍNDROME DE DOWN REPUDIA AS DECLARAÇÕES DE JOSÉ SERRA

De todos e para todos!

A Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down, entidade apartidária e independente, que tem como objetivo a inclusão das pessoas com síndrome de down na sociedade, entende que a educação é dever do estado, família e sociedade.

Considerando a importância para todas as crianças e adolescentes de crescer e aprender na classe comum da escola regular. Considerando a Constituição Federal, a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e ainda as diretrizes do Ministério da Educação,o Decreto 6571 de 2008 e a Resolução No 4 do CNE/CEB. Considerando que a educação é um direito humano indisponível e inquestionável.

Considerando que a Secretaria de Educação Especial do Ministério da Educação vem agindo em conformidade com as legislações acima citadas, disponibilizando recursos para a equiparação de direitos e igualdade de condições.

Considerando que trabalhamos diariamente por uma sociedade mais justa e inclusiva, manifestamos a nossa indignaçao e repudiamos as declarações do Sr Jose Serra, no debate realizado no dia 5 de agosto de 2010, por contrariar todos os avanços duramente conquistados por entidades, pessoas com deficiência e familiares, ao questionar e instigar contra o direito à educação inclusiva garantido por Lei.

A legislação vigente é resultado de anos de luta pela garantia do direito à inclusão educacional de alunos com deficiência em turma regular . No que diz respeito às pessoas com deficiência, as verbas destinadas para a educação devem ser utilizadas para inclusão, acessibilidade e atendimento educacional especializado, ou seja, recursos para que os alunos público alvo da educação especial tenham direito ao acesso e permanência, com as suas especifidades atendidas,para que possam aprender em igualdade de condições, e de acordo com as suas possibilidades.

É preciso por fim ao aparthaid , ao preconceito e à discriminação, e não há como fazer isso sem que os alunos público alvo da educação especial estudem nas mesmas salas de aulas.

É preciso garantir e oportunizar o pleno acesso à educação, reunindo qualidade e quantidade.

Nada temos contra a entidade citada pelo Sr Jose Serra, que recebe recursos do MEC* para a realização do atendimento educacional especializado , de acordo com a Resolução No 4 do CNE/CEB. É merecedora do respeito e apreço da sociedade brasileira, pela sua história e pelos conteúdos e saberes acumulados, que são de extrema relevância para a efetivação da educação inclusiva.

A Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência foi ratificada com equivalência de Emenda Constitucional em 2008, e, em respeito às pessoas com deficiência, associações e ativistas, e, em particular, as crianças e adolescentes com e sem deficiência, pedimos que não discrimine pessoas com deficiência, no discurso e na prática.

Lutamos por um Brasil inclusivo, de todos e para todos.

Fonte: http://www.apsdown.com.br/?p=1149

6.8.10

ANÁLISE SOBRE O DEBATE DA BAND

Por Bráulio Wanderley

Sinceramente não esperava um debate de ideias e propostas divergentes entre projetos para o Brasil nessa primeira eleição sem o carisma de Lula. Contudo, tenho que assumir a decepção com o baixo nível dos candidatos, o nervosismo aparente e o péssimo improviso.

Comecemos pela candidata Dilma Rousseff (PT). Nitidamente nervosa e recorrendo a números e lendo anotações sob a banqueta, foi atrapalhada nas respostas, fugiu do debate sobre saúde, não foi clara quanto à reforma agrária, sua gagueira demonstrou a insegurança de quem estava debutando nas eleições.

José Serra (PSDB) tentou polarizar o debate com a petista. Nervoso em alguns momentos, perdeu uma grande oportunidade para elucidar o discurso de que a candidata de Lula é 'um poste' e que ele, Serra, é mais preparado e experiente. Atento a debates pífios, tentava fazer paralelos entre BR's e mutirões de saúde. Perdeu-se no quanto a um dos maiores programas de eletrificação do país, o Luz para todos, a ponto de confundi-lo com Luz no campo.

Marina Silva (PV) foi tão despreparada que nem o samba de uma árvore só ela conseguiu entoar de modo convincente. Sua ânsia em ser a direita de Dilma e a esquerda de Serra é tamanha que refuta seu passado recente como ministra dos governos Lula e tenta qualificar o governos FHC, aos quais combateu no seu primeiro mandato de senadora pelo Acre.

Plínio de Arruda Sampaio (PSOL) para alguns foi a surpresa da noite. De longe foi o mais seguro, respondeu com convicção às perguntas, atacou seus adversários sem necessidade de ofendê-los. Pautou sua postura no debate de ideias, buscando o contraditório entre seu projeto e os dos demais.

Não precisamos ir longe para lembrar as calorosas divergências entre Brizola, Covas, Maluf, Lula, Enéias, Collor, FHC, Ciro, Garotinho, Serra, Alckmin e Cristóvam.

O primeiro debate pós FHC/Lula foi deprimente, fraco, prolixo, vago e ambíguo.

Isso denota a ausência de quadros ideológicos nesses 25 anos de redemocratização e 16 entre governos do PSDB e do PT. O discurso tecnicista e sem projetos de país é a cara de quem não tem investido em formação política. Militâncias pagas, sedentárias e aparelhadas em cargos comissionados, empresas terceirizadas e a milhões de anos-luz da realidade contrastante de um país chamado Brasil acabaram fazendo a transfusão do despreparo e da gambiarra de hipóteses sem embasamento concretos a quem está se dispondo a governar o país pelos próximos 4 anos.