17.12.10

WIKILEAKS E ELEIÇÕES BRASILEIRAS

Folha - 13/12/2010 Serra prometeu às petroleiras americanas mudar as regras do pré-sal, caso vencesse as eleições. É o que mostra telegrama do Wikileaks.

"Deixa esses caras [do PT] fazerem o que eles quiserem. As rodadas de licitações não vão acontecer, e aí nós vamos mostrar a todos que o modelo antigo funcionava... E nós mudaremos de volta", disse Serra a Patricia Pradal, diretora de Desenvolvimento de Negócios e Relações com o Governo da petroleira norte-americana Chevron, segundo relato do telegrama.

As petroleiras americanas (sic) não queriam a mudança no marco de exploração de petróleo no pré-sal que o governo aprovou no Congresso, e uma delas ouviu do então pré-candidato favorito à Presidência, José Serra (PSDB), a promessa de que a regra seria alterada caso ele vencesse.

É isso que mostra telegrama diplomático dos EUA de dezembro de 2009 obtido pelo site WikiLeaks (www.wikileaks.ch). A organização teve acesso a milhares de despachos.

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Outro lado:

Folha: Serra não é achado para comentar caso

A Folha tentou fazer contato ontem com José Serra e não conseguiu uma resposta até o fechamento desta edição. Segundo ex-assessores do tucano, ele não conta atualmente com uma assessoria de imprensa. Uma ex-assessora informou um endereço eletrônico para contatá-lo. A Folha enviou mensagem para o ex-governador, mas não obteve resposta. Outro ex-assessor disse que uma secretária pessoal de Serra informou que, ontem à tarde, ele estava viajando dos Estados Unidos para o Brasil

Ron Paul, deputado republicano pelo Texas, defende Julian Assange e WikiLeaks em discurso na Câmara de Deputados, Washington, EUA

Entre nove perguntas que formulou em seu discurso, destaques para estas:
* Como é possível que um soldado raso tenha acesso a tal quantidade de informação secreta?
* Não haverá imensa diferença entre divulgar informação secreta para ajudar o inimigo em tempo de guerra declarada, o que é traição, e divulgar informação que expõe as mentiras dos governos dos EUA, que promovem guerras secretas, morte e corrupção?


G1: Amorim aponta 'perseguição' a fundador do WikiLeaks Página divulgou documentos dos EUA; australiano foi preso nesta semana. Para chefe do Itamaraty, processo contra Assange foi 'desencavado'

Folha - 12/12/2010 Telegrama da Embaixada dos EUA vê risco de ataque com aviões a prédios públicos.
O espaço aéreo de Brasília é vulnerável ao ataque de terroristas, que podem usar um avião para atingir e destruir prédios públicos na capital federal, diz um telegrama secreto da embaixada dos Estados Unidos no Brasil.

Datado de 28 de março do ano passado, o despacho diplomático faz parte do lote de milhares de telegramas obtidos pela organização WikiLeaks (wikileaks.ch). http://www1.folha.uol.com.br/poder/844379-telegrama-da-embaixada-dos-eua-ve-risco-de-ataque-com-avioes-a-predios-publicos.shtml

BBC Vídeo: Antigo abrigo nuclear é sede de servidores do WikiLeaks. Abrigo onde estão servidores de site de Julian Assange parece uma mistura de ficção científica com filmes de espionagem http://www.bbc.co.uk/portuguese/multimedia/2010/12/101210_wikileaks_bunker_fn.shtml

iG Economia cubana pode desmoronar em 2 anos, segundo dados do WikiLeaks. Conselheiros comerciais de Brasil, Canadá, China, Espanha, França, Itália e Japão criticam intervenção militar na economia

Reuters Site holandês é atacado após prisão por polêmica do WikiLeaks. LONDRES (Reuters) - Ciberativistas interromperam na sexta-feira o funcionamento de um site do Ministério Público holandês depois da detenção de um garoto de 16 anos, suspeito de envolvimento na atual série de ataques digitais contra
organizações vistas como inimigas do WikiLeaks http://br.reuters.com/article/internetNews/idBRSPE6B90N220101210

O Globo Acerto secreto deu aval dos EUA à Lei do Abate Despachos da embaixada americana, entre 2004 e 2009, indicam que o governo brasileiro aceitou exigências dos EUA para conseguir a aprovação de Washington à lei que permite o abate de aeronaves suspeitas em território nacional. Os acertos foram feitos de maneira informal para não passarem pelo Congresso nem sugerirem invasão de soberania

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