17.6.10

NEGOCIATA PT/PMDB: POLÍTICA OU PROSTÍBULO?

Por Bráulio Wanderley

De pai pra filha o Maranhão e seu povo sofrido vai pagando as faturas (em todos os sentidos) desse domínio. O Brasil viu a transição democrática em 1985, o Maranhão ainda espera a dele, pois em 2008 os amigos de Sarney cassaram o mandato do governador Jackson Lago.

O que leva um Partido dos Trabalhadores a apoiar, abraçar, beijar e chamar de 'companheiro' um chefe de gangue? Ou nas palavras de Lula "o maior ladrão do Maranhão"? Isso não é aliança é uma negociata que rasga a história de luta de milhões de militantes do PT nos seus 30 anos de existência. É uma desonra ver militantes hstóricos desrespeitados às custas dos interesses de cúpula.

Será que apenas Sarney pode transferir votos para Dilma Rousseff? Ou será que PC do B e PSB , aliados do PT desde 1989 na Frente Brasil Popular, não apóiam de modo mais honesto a candidata?

O mais interessante é que venderam o PT ao diabo. Nos estados, o PT largou seus governadores à própria sorte e deixou outros camaradas de lado em nome da eleição presidencial, sem exigir nenhuma reciprocidade do 'aliado PMDB'.

Eis alguns (maus) exemplos:

Na Bahia o "ilustre" Geddel Vieira Lima vai ser candidato contra o governador Jaques Wagner; no Pará o "símbolo" Jáder Barbalho será concorrente da governadora Ana Júlia; no Paraná o ex-governador Roberto Requião larga o pau no PT; em Goiás o PT apóia Íris Resende; no Rio de Janeiro obrigaram o PT a engolir a reeleição de Sérgio Cabral Filho e mandaram o ex-prefeito de Nova Iguaçu Lindberg Farias pro senado; o mesmo ocorreu em Minas ao envergonharem nossos 2 maiores militantes: os ex-prefeitos Fernando Pimentel e Patrus Ananias ao recberam a ordem de que o apoio é pra Hélio Costa; em Pernambuco Jarbas Vasconcelos dá a legenda pra Serra e nada acontece; na Paraíba o PT apóia José Maranhão em detrimento de Ricardo Coutinho (PSB); em São Paulo (reduto de Lula, Marta Suplicy, Mercadante e outr@s), o "honorável" Orestes Quércia é candidato ao senado na chapa do tucano Geraldo Alckmin e aí a vergonha é maior, pois o presidente nacional do PMDB, o também paulista Michel Temer é candidato a vice de Dilma Rousseff. Que p... é essa!!!

5 comentários:

Renato Motta-PE disse...

Caro Companheiro Braulio.

Deixe-me corrigir.

O ex-prefeito de Niterói pelo PT é o professor Godofredo Pinto, no qual sou fã e que fiz muitas campanhas pra ele quando disputou o Congresso Nacional.

Já Lindberg Farias (ex-presidente da UNE) é o atual prefeito do município de Nova Iguassu, na baixada fluminense.

Saudações
Renato Motta

Anônimo disse...

Essa história de socialismo monopartidário é muito boa quando se lê "O Capital", ou quando se inebria com os textos de bertold brecht, mas imaginar uma sociedade pluralizada e cheia de sistemas burocratizados como a brasileira e sobretudo, quando as esquerdas brasileiras ainda não se encontraram à esquerda do sistema, vagam em alguma direção que não sabemos, toda e qualquer análise crítica sobre alianças entre partidos devem ser vistas à luz do multipartidarismo. O resto é esquerdismo tolo.

BRAULIO WANDERLEY disse...

Ao Grande Comandante Renato. Equívoco corrigido. Abs.

Ao companheiro anônimo, respeitamos as "inebriações" de qualquer literatura a fim de formar uma consciência ideológica. Mais uma observação: Não defendemos unipatidarismo, onde está isso?

Obrigado pela contribuição.
Abs.

Anônimo disse...

Ao Braulio Wanderley,

Não é explicito uma conduta monopartidária, ou unipartidária, mas essa postura é quase intríseca, ou até impírica aos mais radicais. O poder sob controle de um só membro ou do Estado. Vivemos numa estrutura pluralizada, multicultural, com interesses e principalmente necessidades diversas. O artigo em questão aponta justamente para uma crítica a essa junção de "forças" entre os partidos brasileiros, mas sem observar que vários partidos podem sim compor uma unidade, sem que haja rusgas entre eles. Observemos por exemplo quando o sujeito alcança a presidencia, ele passa a ser apartidário pois deve observar o todo, sob a luz dos diversos partidos. Aqui em baixo, nós eleitores temos que torcer pra que essa união nos beneficie. Fazendo alusão ao artigo, Roseana e PT no Maranhão é o reflexo de uma nova política, onde velhos conceitos sobre velhas políticas devem ser substituidas por novos conceitos, sem pragmatismo ou vaidade.

BRAULIO WANDERLEY disse...

Ao Camarada Anônimo,

Esse blog possui uma linha, o que necessariamente não é monolítica. Caso contrário suas divergências não seriam postadas.

Percebo sua visão aliancista, a qual também coaduno, porém faço a ressalva dos princípios. As origens e desmembramentos do PT e do PMDB são antagônicos, entretanto, na atualidade ambo fazem parte de cafetão e prostituta, não necessariamente na mesma ordem.

Não há brigas com as pesoas (físicas), mas aos interesses e grupos que elas representam. Sarney e Lula? Quem imaginaria isso! De certo que a política não se faz com rancor, mas com ética e coerência.

Ao mudar, as pessoas devem anunciar e protocolar nos seus estatutos e programas partidários a fim de que não sejam oportunistas de suas próprias biografias.

Um grande abraço.