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sábado, 28 de julho de 2007

FOICE E MARTELO VOLTAM À BANDEIRA DO EXÉRCITO VERMELHO.

Soldado soviético finca a bandeira bolchevique no Reichtag após a URSS vencer a II guerra mundial.

Os símbolos soviéticos foram removidos há dez anos ainda no governo de Boris Yeltsin.
Mas, em meio à nostalgia pelo período soviético, a decisão de restaurar a foice e o martelo foi aprovada no país.

Já no desfile da próxima semana em Moscou, em homenagem à vitória na Segunda Guerra Mundial, os russos vão novamente ter a versão soviética da Bandeira da Vitória, segundo o analista de política russa da BBC, Steven Eke. Segunda Guerra

A bandeira vermelha, junto com a foice e o martelo e uma estrela branca, foram erguidas no Parlamento da Alemanha nazista no dia 2 de maio de 1945. Milhões de pessoas no mundo todo conhecem a fotografia. Mas na Rússia, o significado da bandeira é mais profundo, diz Eke.
A vitória soviética contra o fascismo na Segunda Guerra Mundial permanece como um fato de significado quase religioso.

Existe uma feroz oposição na Rússia - nos níveis político e popular - ao questionamento do papel da União Soviética na derrota da Alemanha nazista. Algo que ajuda a explicar a reação furiosa à recente mudança de lugar de um monumento de guerra da era soviética na Estônia.

Depois do voto, o chefe do comitê parlamentar de nacionalismo disse que a Bandeira da Vitória era um dos poucos símbolos que continuam a unir todos os russos. Retirar a foice e o martelo, segundo ele, prejudicou as fundações da Rússia moderna. Mas também existe, segundo Eke, nostalgia pela União Soviética.

O presidente Vladimir Putin descreveu o colapso do bloco comunista como "um dos maiores desastres geopolíticos do século vinte". Nos últimos anos o hino nacional da era soviética tem sido novamente cantado - mas com a letra diferente. Muitas estátuas e monumentos da época foram retirados dos depósitos.

Segundo Eke, autoridades e a imprensa descrevem o período soviético não apenas como uma época de repressão, campos de trabalho forçado e filas para comprar alimentos, mas como uma época de vitórias, progressos e orgulho.

Fonte: BBC

Um comentário:

Adriana Henning disse...

Não tem como a burguesia querer esconder a importancia que teve a URSS.
Viva o Comunismo